Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... O CONHECIMENTO... O TEMPO... A VIDA... "O IMPERADOR Dom Pedro II (1825 - 1891), foi deposto em 15 de novembro de 1889. Vieram os Presidentes da REPÚBLICA Federativa do BRASIL"... - (29ª parte).






A LIBERDADE... O CONHECIMENTO... O TEMPO... A VIDA... “O IMPERADOR Dom Pedro II (1825 – 1891), foi deposto em 15 de novembro de 1889. Vieram os Presidentes da REPÚBLICA Federativa do BRASIL”... - (29ª parte).




UM MÉDICO na PRESIDÊNCIA do BRASIL (Considerações Finais) + (Outras Considerações Curiosas) – (21ª parte).

      


     O Barbudo Karl Marx (1818 – 1883) teria dito: - “A RELIGIÃO é o ÓPIO do POVO”. A TV GOEBBELS ou GLOBOLIXO (1965 – presente) continua afirmando: - “O FUTEBOL é o ÓPIO do POVO”. E, cinicamente adicionam: - “Comam BOLA e CIRCO POVÃO”. Os aliados PETRALHAS debochadamentre acrescentam: - “Comam Mortadela e Pães Idiotões”.
(Ato Institucional nº IV).





A MISTERIOSA BURSCHENSCHAFT.



     Origem: - Wikipédia, a enciclopédia livre.


     “Foto: - Bandeira da ‘Original Burschenschaft’ - (Urburschenschaft)”.


     “Foto: - O Selo da Urburschenschaft da Universidade de Jena”.



     BURSCHENSCHAFT é uma forma tradicional de Corporação Estudantil (em alemão: - Studentenverbindung), ainda hoje encontrada na Alemanha, Áustria e Chile.
    
     Em sua maioria as "Burschenschaften" seguem princípios Liberais e Nacionalistas estabelecidos pela primeira "Original Burschenschaft" (em alemão: - Urburschenschaft), fundada no ano de 1815.
    
     A Burschenschaft era composta por antigos combatentes das guerras contra Napoleão Bonaparte, que haviam retomado seus estudos em 1815 na Universidade de Jena entre eles Karl Ludwig Sand.




ORIGEM.



     "Burschenschaften" é plural da palavra "Burschenschaft". Esta por sua vez significa conjunto de "Burschen".
    
     No singular a palavra "Bursche" advém do latim moderno "Bursarius", isto é, o morador de uma "Bursa" (bolsa, sacola ou caixa).
    
     "Bursche" eram os nomes antigamente dado aos estudantes na Alemanha, isso no século XVIII e começo do XIX.
    
     No início o nome "Burschenschaft" se confundia com "Studentenverbindung", algo que não se manteve por muito tempo, uma vez que a "Burschenschaft" veio a designar um tipo específico de Corporação de Estudantes.
    
     As "Burschenschaften" recebem a abreviatura "B!" (no plural "B! B!").





HISTÓRIA.



     “Foto: - Saída dos Estudantes de JENA para a guerra de liberação contra Napoleão em 1813”.


     “Foto: - Pintura do teto do monumento das Corporações Estudantis em Eisenach”.




     As "Burschenschaften" derivam de uma primeira instituição chamada "Original Burschenschaft" (em alemão: - Urburschenschaft), formalmente criada em 12 de junho de 1815, na Cidade de JENA, no Estado da Turíngia, Alemanha.
    
     A "Urburschenschaft" era uma união de Estudantes Universitários organizados em torno de ideais Nacionais e Liberais e que derivou de um Movimento Estudantil, ocorrido entre 1811 e 1815, voltado para renovação das formas de Organização Estudantis existentes na Alemanha até então.
    
     As cores tradicionais da "Urburschenschaft" eram o preto, o amarelo e o vermelho. Não por acaso estas se tornariam, posteriormente, as cores da Confederação Germânica e, atualmente, as cores Nacionais da República Alemã.
    
     Entre 1813 e 1815, membros da "Urburschenschaft" tomaram parte nas guerras contra Napoleão, na Sexta Coligação, a fim de liberar os Estados Alemães da França.
    
     O Presidente do Parlamento de Frankfurt, Heinrich von Gagern, assim como vários Deputados membros da primeira Assembléia Democrática Alemã, entre 18 de maio de 1848 até 31 de maio de 1849, eram membros da "Urburschenschaft".
    
     Os ideais REPUBLICANOS das Burschenschaften foram importantes nesse momento Histórico Alemão.



     “Foto: - Estudantes marchando para o Castelo de Wartburg em 1817”.



     O primeiro Festival do Wartburg foi realizado em 18 de outubro de 1817 no Castelo de Wartburg, perto de Eisenach (Turíngia), onde Martinho Lutero traduziu a Bíblia.
    
     O local é um símbolo do Nacionalismo Alemão. O festival foi organizado pela primeira Burschenschaft, composta por antigos combatentes das guerras contra Napoleão Bonaparte que Estudavam na Universidade de Jena.
    
     Um dos principais eventos do Festival do Wartburg foi uma fogueira de Obras Literárias de Reacionários e Napoleônicos.




BURSCHENSCHAFT no BRASIL.

    
     Ver artigo principal: - Bucha (Sociedade Secreta).



     No Brasil tem-se conhecimento da Burschenschaft Paulista, a BUCHA, entre os Estudantes da FACULDADE de DIREITO do Largo de São Francisco fundada pelo Professor Alemão Julius Frank (ou Johann Julius Gottfried Ludwig Frank), cujo túmulo ainda se encontra nas Arcadas.
    
     Foi muito influente no Século XIX e começo do Século XX, tendo dela participado futuros políticos, jornalistas e outras personalidades influentes da REPÚBLICA Velha.
    
     Após a década de 1930, com o Governo Getúlio Vargas, perdeu grande parte de sua força.
    
     Consta que a "BUCHA" funcionou por muitos decênios e que congregou uma série de Políticos e Intelectuais.
    
     Seu êxito inspirou a criação da Tugendbund na FACULDADE de DIREITO do Recife. Da Landmannschaft (1895), na ESCOLA POLITÉCNICA de São Paulo. E da Jugendschaft (1913), na FACULDADE de MEDICINA da Universidade de São Paulo.





BUCHA.



     A Burschenschaft Paulista ou BUCHA foi uma Sociedade Secreta, liberal e filantrópica que defendia ideias Liberais e REPUBLICANAS.
    
     A sociedade tinha então uma estrutura bem definida e funcionava sob a liderança de um "chaveiro" (pessoa que detinha maior poder), apoiado por um "Conselho de Apóstolos" e um "Conselho dos Invisíveis".
    
     O ritual de admissão de um candidato era como de um clube fechado. Para o ingresso na sociedade, era necessário que a admissão fosse proposta por outros membros, e, uma vez aceita, o novo "BUCHEIRO" deveria pagar Mensalidades proporcionais à sua Hierarquia.
    
     A Hierarquia, começando do nível mais baixo, estruturava-se em "catecúmenos", "crentes" e "apóstolos" (estes no total de 12, considerados membros mais importantes).
    
     O "BUCHEIRO" iniciado deveria fazer o seguinte juramento: - "Juro pela minha honra jamais revelar a quem quer que seja o que me vai ser confiado hoje. Serei o mais infame dos homens se faltar a esse meu juramento".
    
     Diversos membros da BUCHA tiveram enorme influência nos acontecimentos políticos ocorridos a partir do Século XIX.
    
     Entre os 133 participantes da Convenção de Itu, em 1873, que resultou na criação do PARTIDO REPUBLICANO PAULISTA, predominavam BUCHEIROS como o ADVOGADO Paulista Campos Salles, o ADVOGADO Paulista Francisco Glicério, o ADVOGADO Paulista Américo de Campos e o ADVOGADO Fluminense Rangel Pestana.
    
     Esses últimos foram ao lado do ADVOGADO Paulista Júlio de Mesquita, os fundadores do jornal O Estado de S. Paulo, que foi também uma espécie de órgão oficial da BUCHA.
    
     Consta que o ADVOGADO Paulista Júlio de Mesquita Filho foi "chaveiro" da BUCHA.
    
     A famosa COMISSÃO dos CINCO, encarregada de elaborar o anteprojeto da Constituição REPUBLICANA, tinha entre seus membros três "BUCHEIROS": - O ADVOGADO Pernambucano Saldanha Marinho, o ADVOGADO PAULISTA Américo Brasiliense e o ADVOGADO Fluminense Antônio Luís dos Santos Werneck.
    
     Essa informação segundo o ADVOGADO Mineiro Afonso Arinos de Melo Franco (também BUCHEIRO e filho de BUCHEIRO), consta na biografia que escreveu sobre o Presidente da REPÚBLICA, o ADVOGADO Paulista Rodrigues Alves.
    
     Os três Ministros Civis mais proeminentes do Governo Provisório encabeçado pelo MARECHAL Alagoano Manuel Deodoro da Fonseca eram da BUCHA: - O ADVOGADO Baiano Rui Barbosa (Fazenda), o ADVOGADO Paulista Campos Salles (Justiça) e o ADVOGADO Fluminense Quintino Bocaiúva (Negócios Estrangeiros).
    
     Além disso, também foram BUCHEIROS na REPÚBLICA do café com leite, os Presidentes Paulistas, ou seja, o ADVOGADO Paulista Prudente de Moraes, o ADVOGADO Paulista Campos Salles, o ADVOGADO Paulista Rodrigues Alves, o ADVOGADO Fluminense Washington Luís e o ADVOGADO Paulista Júlio Prestes, este último eleito em 1930 e que não chegou a assumir. Observação do escriba: - Washington Luís nasceu no Estado do Rio de Janeiro.
    
     Assim como os Presidentes Mineiros, ou seja, o ADVOGADO Mineiro Afonso Pena, o ADVOGADO Mineiro Wenceslau Braz e o ADVOGADO Mineiro Arthur Bernardes.
    
     Poetas como o ADVOGADO Baiano Castro Alves, o ADVOGADO Paulista Álvares de Azevedo (também poeta, contista, escritor e dramaturgo) POETA Fluminense Fagundes Varella (também escritor e boêmio inveterado, cursou a Faculdade de Direito de São Paulo e a Faculdade de Direito de Recife, abandonando o curso no quarto ano) e outras personalidades da História do Brasil como o ADVOGADO Fluminense Barão do Rio Branco também pertenceram à BUCHA.
    
     Diferentemente de suas Congêneres Alemãs, a BUCHA sempre foi uma sociedade absolutamente secreta, SUBMERGINDO na mais RIGOROSA CLANDESTINIDADE após a REVOLUÇÃO de 1930.



     Observação do escriba: - Na Wikipédia estão disponíveis sete Referências e sete Bibliografias.




Duas Referências Curiosas.


    
    
    
     01 - Dulles, John W. F. - A FACULDADE de DIREITO e a Resistência Anti-Vargas: 1938-1945. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, pp. 25-26. Apud. Motoyama, p.75.


    
    
     02 - Carvalho, A Herança Liberal de Júlio Frank, In: Revista Problemas Brasileiros n. 388, 2008.





Duas Bibliografias Curiosas.




     01 - Bandecchi, Brasil, A BUCHA, a MAÇONARIA e o Espírito Liberal, Editora Parma, 1982.


    
     02 - Martins, Ana Luiza, Barbuy, Helena: Arcadas. LARGO de SÃO FRANCISCO: HISTÓRIA DA FACULDADE de DIREITO da Universidade de São Paulo, Melhoramentos/Alternativa, 1990.




CATEGORIAS:



Cultura da Alemanha.
História da Alemanha.
Liberalismo.
Palavras, frases e expressões em Alemão.
Sociedades Secretas.


     Esta página foi editada pela última vez às 22h58min de 11 de novembro de 2019.







BUCHA – Uma SOCIEDADE SECRETA dentro da FACULDADE de DIREITO de SÃO PAULO.  



     Origem: - Wikipédia, a enciclopédia livre.



     “Foto: - Tumba de Júlio Frank em um dos pátios internos da FACULDADE de DIREITO do Largo de São Francisco”.


     “Foto: - Bandeira da ‘Original Burschenschaft’ - (Urburschenschaft)”.


     “Foto: - O Selo da Urburschenschaft da Universidade de Jena”.



     BURSCHENSCHAFT PAULISTA (informalmente BUCHA) foi uma Sociedade Secreta, liberal e filantrópica que defendia ideias Liberais e REPUBLICANAS da FACULDADE de DIREITO de São Paulo.
    
     Sociedades desta natureza encontraram campo fértil em outras comunidades acadêmicas no Brasil, como a Tugendbund na FACULDADE de DIREITO de Olinda, a Landsmannschaft nas ESCOLAS POLITÉCNICA de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Jungenschaft na FACULDADE de MEDICINA da Universidade de São Paulo.




HISTÓRIA.



     A BUCHA foi criada por Johann Julius Gottfried Ludwig Frank, conhecido, no Brasil, por Julius Frank, na década de 1830.
    
     Julius Frank foi um Professor Alemão do Curso Anexo da FACULDADE de DIREITO do LARGO de SÃO FRANCISCO, onde lecionou entre os anos de 1834 até sua morte, em 1841.
    
     Sabe-se que a inspiração de Julius Frank foi a Burschenschaft Alemã e os ideais REPUBLICANOS da época.
    
     Ao lecionar História e Filosofia, Julius Frank teve um papel decisivo na formação da Jovem Elite Intelectual, que sonhava com os ideais Democráticos e Anti-Imperialistas.
    
     De fato, a BUCHA acabou tendo uma atuação importante como órgão fomentador e articulador de personagens importantes da novíssima REPÚBLICA Brasileira.
    
     A origem do nome é Burschenschaft - do alemão bursch, que significa camarada, e schaft, confraria.
    
     Estas associações já existiam na Alemanha e foram trazidas pelo Professor Júlio Frank a São Paulo.
    
     O mesmo pertencia a uma sociedade na Universidade de Göttingen, na sua terra natal.
    
     Dizia Julius Frank que "os que estiverem na Academia continuarão a obra de assistência; os que terminarem o curso terão nela uma sociedade de ex-alunos, tão útil, e se auxiliarão mutuamente através do tempo. E, ainda mais tarde, se quiser, poderá governar o país..."




ORGANIZAÇÃO.



     A BUCHA tinha então uma estrutura bem definida e funcionava sob a liderança de um "chaveiro" (pessoa que detinha maior poder), apoiado por um "Conselho de Apóstolos" e um "Conselho dos Invisíveis".
      
     O ritual de admissão de um candidato era como de um clube fechado. Para o ingresso na sociedade, era necessário que a admissão fosse proposta por outros membros e, uma vez aceita, o novo "BUCHEIRO" deveria pagar Mensalidades proporcionais à sua Hierarquia.
    
     A Hierarquia, começando do nível mais baixo, estruturava-se em "catecúmenos", "crentes" e "apóstolos" (estes no total de 12, considerados membros mais importantes).
    
     O "BUCHEIRO" iniciado deveria fazer o seguinte juramento: - "Juro pela minha honra jamais revelar a quem quer que seja o que me vai ser confiado hoje. Serei o mais infame dos homens se faltar a esse meu juramento".




MEMBROS FAMOSOS.


     “Foto: - Pintura do teto do monumento das corporações estudantis em Eisenach”.



     Muitos Políticos, Ministros e Presidentes da REPÚBLICA Velha foram BUCHEIROS.
    
     Seu lema era Fé, Esperança e Caridade (F. E. C.), e sofria influências dogmáticas do ILUMINISMO e da MAÇONARIA.
    
     Diversos membros da BUCHA tiveram enorme influência nos acontecimentos políticos ocorridos a partir do Século XIX.
    
     Entre os 133 participantes da Convenção de Itu, em 1873, que resultou na criação do PARTIDO REPUBLICANO PAULISTA, predominavam BUCHEIROS como o ADVOGADO Paulista Campos Salles, o ADVOGADO Paulista Francisco Glicério, o ADVOGADO Paulista Américo de Campos e o ADVOGADO Fluminense Rangel Pestana.
    
     Esses últimos foram ao lado do ADVOGADO Paulista Júlio de Mesquita, os fundadores do jornal O Estado de S. Paulo, que foi também uma espécie de órgão oficial da BUCHA.
    
     Consta que o ADVOGADO Paulista Júlio de Mesquita Filho foi "chaveiro" da BUCHA.
    
     A famosa COMISSÃO dos CINCO, encarregada de elaborar o ANTEPROJETO da Constituição REPUBLICANA, tinha entre seus membros TRÊS "BUCHEIROS": - O ADVOGADO Pernambucano Saldanha Marinho, o ADVOGADO Paulista Américo Brasiliense e o ADVOGADO Fluminense Antônio Luís dos Santos Werneck (segundo o ADVOGADO Mineiro Afonso Arinos de Melo Franco, também BUCHEIRO e filho de BUCHEIRO, na biografia que escreveu sobre o Presidente da REPÚBLICA,  o ADVOGADO Paulista Rodrigues Alves).
    
     Os três Ministros Civis mais proeminentes do Governo Provisório encabeçado pelo MARECHAL Alagoano Manuel Deodoro da Fonseca eram da BUCHA: - O ADVOGADO BAIANO Rui Barbosa (Fazenda), o ADVOGADO Paulista Campos Sales (Justiça) e o ADVOGADO Fluminense Quintino Bocaiúva (Negócios Estrangeiros).
    
     Além disso, também foram BUCHEIROS na REPÚBLICA do café com leite os Presidentes Paulistas, o ADVOGADO Paulista Prudente de Morais, o ADVOGADO Paulista Campos Sales, o ADVOGADO Paulista Rodrigues Alves, o ADVOGADO Fluminense Washington Luís e o ADVOGADO Paulista Júlio Prestes, eleito em 1930 e que não chegou a assumir o cargo, assim como os Presidentes Mineiros, o ADVOGADO Mineiro Afonso Pena, o ADVOGADO Mineiro Venceslau Brás e o ADVOGADO Mineiro Artur Bernardes.
    
     Poetas como o ADVOGADO Baiano Castro Alves, o ADVOGADO Paulista Álvares de Azevedo (também poeta, contista, escritor e dramaturgo) o POETA Fluminense Fagundes Varella (também escritor e boêmio inveterado, cursou a Faculdade de Direito de São Paulo e a Faculdade de Direito de Recife, abandonando o curso no quarto ano) e outras personalidades da História do Brasil como o ADVOGADO Fluminense Barão do Rio Branco também pertenceram à BUCHA.
    
     Diferentemente de suas Congêneres Alemãs, a BUCHA sempre foi uma sociedade absolutamente secreta, SUBMERGINDO na MAIS RIGOROSA CLANDESTINIDADE após a REVOLUÇÃO de 1930.




Observações do escriba:



    
     1ª - Por quê? Muitos deles ou eram covardes, ou eram culpados, ou eram desonestos, ou eram incompetentes, ou estavam metidos em sujas NEGOCIATAS. Longe de acusar todos eles. Porém, muitos deles “têm culpa no cartório”. Uns em menor grau, outros, em um grau maior. Muitos foram para o exílio na Europa, ou para outros países. Caso contrário eles poderiam ser presos. Então era melhor escapulir...


    
     2ª - A Revolução de 1930 veio por ordem na casa que estava extremamente bagunçada. E, os principais responsáveis pela bagunça eram integrantes da ELITE dos BACHARÉIS, que, na maioria dos casos faziam parte da misteriosa BUCHA, que, tinha íntima ligação com a misteriosa MAÇONARIA.


    
     3ª – Durante o período IMPERIAL e mesmo durante a REPÚBLICA velha, muitos MILITARES, mesmo não fazendo parte da BUCHA, foram cooptados pela MAÇONARIA. Muitos MILITARES eram fervorosos CATÓLICOS, e, paradoxalmente, também eram MAÇONS.

          
    
     4ª – Relembrando que a REPÚBLICA VELHA foi dividida em duas partes. A 1ª parte foi a REPÚBLICA da ESPADA: - MARECHAL Alagoano Manuel Deodoro da Fonseca e MARECHAL Alagoano Floriano Vieira Peixoto (15 de novembro de 1889 até 15 de novembro de 1894). A 2ª parte foi a REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: - 15 de novembro de 1894 até 24 de outubro de 1930.  


    
     5ª – Durante a REPÚBLICA OLIGÁRQUICA ONZE Presidentes Governaram o BRASIL. DEZ deles eram ADVOGADOS. E, apenas UM MILITAR Governou o País. No caso, foi o MARECHAL Gaúcho Hermes da Fonseca.


    
     6ª – Entre os DEZ ADVOGADOS que foram Presidentes da REPÚBLICA durante a REPÚBLICA OLIGÁRQUICA, pelo menos OITO deles fizeram parte da BUCHA.


    
     7ª – Além de os Presidentes da REPÚBLICA na sua maioria serem ADVOGADOS, a maioria de seus Gabinetes Ministeriais, e, outros cargos importantes, eram ocupados por ADVOGADOS.


    
     8ª - Na Wikipédia estão disponíveis seis Referências e sete Bibliografias sobre a tal da BUCHA.


    
     9ª – Essa tal da BUCHA do DIREITO deve ser pior do que a tal da BUCHA de CANHÃO dos MILITARES. Ao invés de matar de uma só vez, vai matando devagarzinho. Uma BUCHA de sádicos e masoquistas? É. Ou pode ser.


    
     10ª – Alguns historiadores picaretas afirmam que a PROCLAMAÇÃO da REPÚBLICA foi um Golpe Militar. Coisa nenhuma! Os dois MARECHAIS Alagoanos foram usados mais uma vez pelos CIVIS para conquistarem o PODER. E, entre os CIVIS estavam os BANQUEIROS, os LATIFUNDIÁRIOS, os crescentes INDUSTRIAIS, a MAÇONARIA, a ELITE dos BACHARÉIS e a Maioria da IMPRENSA GOLPISTA, etc. Enfim, foi a ELITE. Então foi um Golpe CIVIL-Militar.


    
     11ª – Espertalhões tiraram uma XÉROX e repetiram tudo em 1964. A GLOBOLIXO sabe do que estamos falando. Não é mesmo REDE ESGOTO? Em 1889 “enrolaram” dois MARECHAIS Alagoanos. Em 1964 “enrolaram” a maioria dos MILITARES da Escola Superior de Guerra (ESG) e os Principais Comandantes MILITARES Regionais. Ou não? Enfim, novamente, foi a ELITE. Então foi um Golpe CIVIL-Militar.  


    
     12ª – O resto é conversa mole pra boi dormir!    





Uma Referência Curiosa.




     01 - «BUCHA: A Sociedade Secreta do Direito». Carta Forense. 03 de agosto de 2009. Consultado em 15 de fevereiro de 2015.



CATEGORIAS:




Liberalismo.
Palavras, frases e expressões em Alemão.
REPÚBLICA VELHA.
SOCIEDADES SECRETAS.
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO.



     Esta página foi editada pela última vez às 23h00min de 11 de novembro de 2019.








     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE, localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos supostos MACONHEIROS ESQUIZOFRÊNICOS”.

    



Aracaju, quarta-feira, 20 de novembro de 2019.




       Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.



    
      
    
     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – GOOGLE. (3) – Wikipédia. (4) – Livro – “Chatô” o Rei do Brasil – Autor: - Fernando Morais. (5) – Livro – Minha Razão de Viver – Autor: - Samuel Wainer. (6) – Livro – O que é isso, companheiro? – Autor: - Fernando Gabeira. (7) - Livro – O Cavaleiro da Esperança – Autor: - Jorge Amado. (8) – SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR (STM). (9) – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). (10) - Outras Fontes.


jorge martins
Enviado por jorge martins em 20/11/2019
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