Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... "A PRAÇA FAUSTO CARDOSO e parte da BIOGRAFIA do Sergipano FAUSTO de AGUIAR CARDOSO. A PRAÇA escolhida para a final do Campeonato JARDINEIRO de XADREZ".










A LIBERDADE... “A PRAÇA FAUSTO CARDOSO e parte da BIOGRAFIA do Sergipano FAUSTO de AGUIAR CARDOSO. A PRAÇA escolhida para a final do CAMPEONATO JARDINEIRO de XADREZ.”.





FAUSTO CARDOSO.



1ª versão.
    

     Origem: - Wikipédia, a enciclopédia livre.



     FAUSTO de AGUIAR CARDOSO (Divina Pastora, 22 de dezembro de 1864 - Aracaju, 28 de agosto de 1906 – 42 anos) foi um advogado, poeta, filósofo e político brasileiro.
     Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, escreveu para jornais em Recife e integrou o “Movimento de Renovação do Pensamento Nacional”, que aderiu ao Movimento Republicano, sendo eleito Deputado Federal em duas legislaturas e fundou o Partido Progressista.
     Fausto Cardoso foi assassinado no Palácio do Governo, em Aracaju, durante o Movimento de 1906.
     Mas tarde, seus filhos vingaram a sua morte, assassinando no Rio de Janeiro o Monsenhor Olímpio Campos, no episódio conhecido como "A Tragédia de Sergipe".



Apenas duas solitárias referências na Wikipédia.


     01 - Fausto de Aguiar Cardoso - Enciclopédia do Nordeste.

     02 - Fausto Cardoso: - De Herói de Aracaju a Mito esquecido – Infonet.




CATEGORIAS:  



Políticos de Sergipe.

Poetas de Sergipe.





     Esta página foi editada pela última vez às 19h47min de 05 de dezembro de 2013.






2ª versão.

    



     Por Terezinha Oliva - Portal INFONET. Publicado em 16 de dezembro de 2003.




Fausto Cardoso: - De Herói de Aracaju a Mito esquecido.





     Em 28 de agosto de 2006, completam cem anos da morte de uma das figuras mais importantes da História de Sergipe: - Fausto de Aguiar Cardoso mais conhecido como Fausto Cardoso.
     Advogado, sociólogo, jornalista, político e orador, Fausto Cardoso foi morto – com um tiro no peito - ao tentar enfrentar as tropas do Exército que estavam em Aracaju para acabar com o levante que, posteriormente, ficou conhecido como a “Revolta de Fausto Cardoso”.
     Nascido no Engenho São Félix, no município de Divina Pastora, em 1864, Fausto Cardoso estudou na Faculdade de Direito do Recife.
     Contemporâneo de Tobias Barreto de Menezes terminou fazendo parte da famosa “Escola do Recife”.
     Eleito Deputado Federal, em 1900, foi considerado um Orador Brilhante.
     Para explicar a lenda que se formou em torno dessa figura emblemática e a importância do movimento encabeçado pelo político, no início do Século XX, o Portal INFONET entrevistou a Professora Terezinha Oliva.
     Autora da obra “Impasses do Federalismo Brasileiro” – livro que faz uma análise do levante e também traz uma reflexão sobre a situação dos pequenos Estados na estrutura da “República Oligárquica” – a Professora é uma estudiosa da vida de Fausto Cardoso e aqui traça um pequeno histórico do homem que, ao morrer, ficou conhecido como “O Herói de Aracaju”.


     PORTAL INFONET - Quem foi Fausto Cardoso?

     TEREZINHA OLIVA - Fausto Cardoso foi um Intelectual Sergipano que viveu no final do século XIX e morreu em 1906.
     Ele faz parte do Grupo de Sergipanos que compunham a então chamada “Escola do Recife”, ou seja, os Sergipanos que trabalharam intelectualmente sob a influência de Tobias Barreto.
     Ele foi aluno e discípulo de Tobias Barreto, o que significa que estudou na Faculdade de Direito do Recife e, ao mesmo tempo, seguiu as idéias do mestre.
     Mas Fausto Cardoso teve uma característica particular porque, como a maioria dos discípulos de Tobias Barreto, teve um caminho próprio.  
     E esta era uma das características de Tobias Barreto. Era um mestre que não determinava o caminho dos discípulos.
     O interessante em Fausto Cardoso é que ele optou por um caminho radical, que às vezes se opunha a certas interpretações do mestre.  
     Assim, ele escreveu vários livros, entre os quais um chamado “Concepção Monística do Universo”, onde está o cerne do seu pensamento, e “Taxonomia Social”, onde ele faz a classificação, digamos assim, dos princípios do seu pensamento em relação à sociedade.  
     Escreveu artigos, sobre assuntos como a cientificidade da história, obras de direito, escreveu poemas, enfim, tudo isso é Fausto Cardoso.
     Foi um intelectual importante, na época em que viveu no Rio de Janeiro. Professor da Faculdade Livre de Direito e também de algumas mentes intelectuais do Rio, na “belle epoque”.

     INFONET – Em que contexto histórico viveu Fausto Cardoso?

     Terezinha Oliva - Fausto Cardoso nasceu em Divina Pastora, na segunda metade do século XIX.
     Depois foi estudar no Recife, onde cursou Direito. Posteriormente voltou para Sergipe onde foi Promotor Público em algumas comarcas, entre elas Laranjeiras.
     Nessa época, por desentendimentos dentro da política local resolveu se mudar para o Rio de Janeiro.
     Este era o caminho natural dos grandes intelectuais que não se acomodavam na vida limitada que se tinha aqui.
     E não só em Sergipe, mas também em todos os Estados do Nordeste.
     Ao chegar ao Rio de Janeiro ele se projetou. Não apenas como Professor de Direito e Escritor, como também chegou a ter um jornal chamado “A Aurora”.
     E a época que ele viveu se caracterizou por isso. Intelectuais com um campo de interesse muito amplo. Não era a época das especializações, ou seja, de alguém ser só Jurista ou Médico.
     Era um período em que os intelectuais eram médicos, mas escrevia sobre história, sobre política, poesia. São intelectuais de um campo de interesse muito amplo. E assim foi ele.

     INFONET - E essa era uma característica dos componentes da “Escola do Recife”.

     Terezinha Oliva - Exatamente. Os discípulos de Tobias Barreto caracterizaram sua ação, também, por uma atividade política de militância.
     Assim Fausto Cardoso, que se envolveu na Política Sergipana mesmo estando no Rio de Janeiro.
     Algo que também era outra característica da época, já que diante do ambiente acanhado daqui, essas pessoas que saíam do Estado mantinham laços com sergipanos e de certa forma – eu acredito nisso – esse grupo do Rio, que foi grande e importante, tentou de lá dirigir um pouco a política local.
     E Fausto Cardoso faz parte desse grupo e termina apadrinhado por Prudente de Morais, que foi Presidente da República.
     Posteriormente se candidatou a Deputado Federal por Sergipe e é eleito em 1900.
     E foi Deputado Federal nessa legislatura de 1900 a 1902.
     Nesse momento ele explode por ser um Grande Orador e alcança um sucesso tremendo na Câmara Federal.
     O Rio de Janeiro todo o conhecia. As galerias da Câmara ficavam cheias quando ele ia discursar e este foi o seu auge.
     Depois ele perde a eleição seguinte, mas retorna em 1906, que é também o ano de sua morte.
     Neste período também foi eleito já em outro contexto, quando é eleito como oposição à política dominante em Sergipe, que é comandada por Monsenhor Olympio Campos.
     Ele vem agradecer a sua eleição em Sergipe e, então, vai acontecer o movimento que levou a sua morte.

     INFONET – E o que foi a “Revolta de Fausto Cardoso”?

     Terezinha Oliva - Para entender é preciso lembrar que a República iniciou-se no Brasil como um “Movimento Oligárquico”, no contexto do “Coronelismo”, dominado então por grupos que se perpetuavam no poder e ganhavam sucessivamente as eleições.
     Dentro da Política dos Governadores, que foi um grande pacto - digamos que assinado tacitamente, não assinado propriamente – convencional entre o Governo Federal e o Governo dos Estados.
     O que levou a esse pacto foi o fato do Governo Federal, que praticava uma política econômica impopular, combatendo os empréstimos e a dívida externa brasileira – uma situação que se repete no Brasil – precisar ter certo controle sobre os Estados.
     E o que é que ele faz? Ele faz um grande acordo entre a Esfera Federal e Estadual, um acordo que permitia que os grupos estaduais, aliados ao Governo Federal, fossem continuamente reeleitos. Isto constitui a “República Oligárquica”.
     E em Sergipe o primeiro grande Grupo Oligárquico na República é o liderado pelo Monsenhor Olympio Campos.
     E Fausto Cardoso, que se elegeu inicialmente aliado ao Grupo de Olympio, rompe com este e retorna à Câmara Federal como oposição a Oligarquia.
     Por isso, quando ele vem a Sergipe, vem numa espécie de desafio. Ele alega que é para agradecer a eleição, a vitória, mas é claro que ele vem desafiar o poder que mandava em Sergipe.
     Diante disso, quando ele chega ao Estado já encontra uma revolta preparada pelos seus partidários, essa revolta queria derrubar a “Oligarquia Olympista”, isto é, o Governo do Desembargador Guilherme Campos, irmão do Monsenhor Olympio Campos.

     INFONET – E quem eram os revoltosos?

     Terezinha Oliva - Aquela foi uma revolta da Polícia de Sergipe, que tomou o Palácio Olympio Campos, na madrugada de 10 de agosto de 1906, e estabeleceu o Governo de um novo partido fundado pelos amigos de Fausto Cardoso, chamado “Partido Progressista”.
     Esses progressistas, também tomam conta da Assembléia Legislativa, expulsam os Deputados eleitos pelo Governo e também de vários municípios do interior, como: - Propriá, Laranjeiras, Itabaiana, Riachuelo, Maruim e Divina Pastora.
     E foi um Governo que foi se estendendo e tudo isso em pouquíssimo tempo. O interessante é que a revolta foi curta, durou apenas de 10 de agosto a 28 de agosto.
     Isto porque no dia 28 foi quando Fausto Cardoso foi morto, aí veio a derrota da revolta.
     Mas neste período, de 18 dias, ela se espalhou, praticamente, por todo o Estado.
     Então, isso é que foi a “Revolta de Fausto Cardoso”, um movimento que pretendeu derrubar a “Oligarquia Olympio Campos” baseando-se no prestígio popular e político de Fausto Cardoso, que era amigo do Presidente da República, gozava de um grande prestígio no Rio de Janeiro e em outros locais do país.  
     Foi isso o que deu confiança aos seus partidários.

     INFONET – E quais foram as conseqüências, imediatas e posteriores, desse levante?

     Terezinha Oliva - O desfecho da revolta não foi positivo para Sergipe inicialmente, isto porque o Partido Progressista, quando assumiu, estava longe dos ideais do que Fausto Cardoso apregoava.
     Muito do que Fausto Cardoso dizia, e o que os amigos dele queriam, era distinto. Eles queriam era tomar o Governo, na verdade.
     Mas Fausto Cardoso fazia um discurso conclamando a que se fizesse uma nova política. Política progressista na visão dele seria uma política de base, de concórdia, de elevação moral e ética.
     Então, há certa distância entre o que ele fala e o que era realizado pelos partidários que aqui estavam e que, eu acho, tinham mais o pé no chão. Viam que o exercício da política aqui era aquele café-com-pão mesmo.
     De tomar o poder. De se apegar aos cargos, dos quais eles foram retirados há muito tempo.
     Pois bem, quando se dá a revolta, como reage o Governo?
     Havia no Rio de Janeiro o Monsenhor Olympio Campos que era Senador. Então ele, apesar de estar aqui, na época da revolta, tinha contatos no Rio de Janeiro.
     E claro que ele procurou manter esses contatos a favor do seu grupo, que na época estavam no poder. E o que é que ele faz?
     Ele consegue, na Câmara e no Senado, uma posição favorável a ele, apesar de Fausto Cardoso ser Deputado Federal.
     Olympio Campos consegue forças políticas no Rio de Janeiro que fazem com que o Governo Federal, mesmo sendo exercido por um amigo de Fausto Cardoso, que era o Presidente Rodrigues Alves, fosse obrigado a mandar forças do Exército para Sergipe para recolocar no Governo Guilherme Campos. E é isso que acontece.  
     Sergipe vai ser invadida por Forças do Exército, que vêm da Bahia e Pernambuco, e que vão recolocar no poder o Governo Olympista.
     E é exatamente nessa operação que Fausto Cardoso, que era uma pessoa de temperamento muito arrebatado, resolve ir sozinho – até convida outras pessoas – mas vai desarmado, enfrentar tropas do Exército.
     E quando vai, ao Palácio do Governo, enfrentar, ele acreditava que pelo discurso inflamado ele conseguiria mudar a posição das tropas, ele recebe o tiro que o matou.
     Então ele é morto pelo Exército e imediatamente todo o movimento se desorganiza.
     Porque a notícia de que Fausto Cardoso morreu leva todas as tropas locais a desistirem.
     Houve uma debandada geral, um medo muito grande de perseguição, a notícia de que o Exército estava em Sergipe e dominavam Aracaju, levou a uma desarticulação absoluta da revolta e os Olympistas retomaram facilmente todos os postos que tinham sido tomados pelos progressistas.
     Então, a meu ver, inicialmente o saldo da revolta foi de uma submissão e de uma humilhação de Sergipe.
     Porque o Estado foi invadido. O grande líder foi morto. Posteriormente, houve um movimento de vingança, porque os filhos de Fausto Cardoso resolveram vingar a morte do pai e assassinaram Olympio Campos no Rio de Janeiro no mês de novembro.
     Enfim, no primeiro momento, o Governo Olympista foi reposto, então Guilherme Campos terminou o seu Governo, e ainda elegeu seu substituto, que foi o Presidente* José Rodrigues da Costa Dória, uma gestão inicialmente pacífica, mas que depois começaria a ser tomada pelos embates e críticas.
     A oposição reapareceu e os Faustistas vão voltar ao poder em 1912.
     Então, que dizer, se a gente puder dizer qual é o saldo disto? Sergipe ficou profundamente ferido e tocado com esse movimento e a política se dividiu em grupo que vai, usando uma agressividade muito grande, durante o restante da primeira república.

     INFONET – Após praticamente um século, muita gente não tem idéia de quem foi Fausto Cardoso e de que houve uma revolta de tamanha proporção no Estado.

     Terezinha Oliva – É verdade. Hoje, é muito comum que pessoas digam que não têm idéia de quem foi Fausto Cardoso. Um movimento desse tamanho, que marcou tanto a história do Estado, hoje é completamente desconhecido.  
     O que é interessante nisso é como se perdeu a história desse movimento e a história do próprio Fausto Cardoso no decorrer das décadas, apesar de ele ter sido eleito o Herói de Aracaju. Qual é a PRAÇA central de Aracaju? A PRAÇA Fausto Cardoso.
     Qual foi o primeiro Monumento Público erguido em Aracaju? O Monumento a Fausto Cardoso. E ainda o mais bonito.
     E, no entanto, o povo desconhece quem foi esta figura e o Monumento sequer consegue chamar a atenção.
     Então, é interessante esse fenômeno da elevação de Fausto Cardoso como grande herói, libertador - que é assim que ele é encarado - e, posteriormente, o declínio da memória dele.
     Como em 2006 se completam cem anos de sua morte, quem sabe um novo movimento resgate a história dessa figura lendária.




Observações do escriba:


     1ª – Dos participantes do Campeonato de XADREZ Jardineiro, o único que presenciou a tragédia de FAUSTO de AGUIAR CARDOSO foi o NÚMERO 4, já que ele foi CRIADO há 10.000 anos. Os demais participantes não tinham “nascidos”.

     2ª - A PRAÇA Fausto Cardoso fica defronte à Ponte do Imperador, que, por sua vez, está localizada no Rio Sergipe, que margeia a Cidade de Aracaju. A PRAÇA Fausto Cardoso fica localizada no centro da Cidade de Aracaju. Lá, de fato, existem oito mesas para se jogar o JOGO de XADREZ. É melhor do que um debilóide CAVALO de futebol...  

     3ª – O nome do meu pai é FAUSTO CARDOSO da Silva Macedo, nascido em 21 de março de 1912. Desconfio que o seu nome possa ter sido escolhido pelos meus avôs paternos, em homenagem ao HERÓI FAUSTO CARDOSO. Nunca tive a curiosidade de comprovar minhas suspeitas. Infelizmente.

     4ª – Presidente* - Após a Proclamação da República, o cargo ocupado pelos mandatários do Brasil eram chamados de PRESIDENTES da República. Nos Estados brasileiros o Chefe de Governo também era chamado de PRESIDENTES. Após a Revolução de 1930 passaram a serem chamados de INTERVENTORES. A partir de 1946 passaram a ser chamados de GOVERNADORES. Exemplo: 1º - Presidentes de Sergipe (1889-1930). 2º - Interventores de Sergipe (1930-1945). 3º - Governadores de Sergipe (1946-dias atuais).


    


     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE, localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Segunda-feira, 11 de junho de 2018.

                  
            
Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.




     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – Google. (3) – Wikipédia. (4) – INFONET. (5) – Professora Terezinha Oliva. (6) – OUTRAS FONTES.




jorge martins e Professora Terezinha Oliva.
Enviado por jorge martins em 11/06/2018
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