Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... "Nasce" a IURD (1977), "Compram" a RECORD (1989), COLLOR é ELEITO (1989), 0 CONFISCO (1990), A "Santa" COCAÍNA (1991*), EDIR é PRESO (1992), COLLOR Cai (1992), DECADÊNCIA! (1995**). E a IURD o que tem a ver com isto? (IV).






A LIBERDADE... “Nasce” a IURD (1977), “Compram” a RECORD (1989), COLLOR é ELEITO (1989), O CONFISCO (1990), A “Santa” COCAÍNA (1991*), EDIR é PRESO (1992), COLLOR Cai (1992), DECADÊNCIA! (1995**). E a IURD o que tem a ver com isto? – (IV).




FERNANDO COLLOR de MELLO – (IV) - 4ª parte.




A ENTREVISTA que PEDRO COLLOR Concedeu a VEJA há 20 anos e que está na Raiz do Ódio que FERNANDO COLLOR tem da REVISTA.


     Blog do Jornalista REINALDO AZEVEDO. Publicado em 08 de maio de 2012, 23h47m.


     Observação do escriba: - Na CAPA da Revista VEJA, encontra-se a Fotografia de PEDRO COLLOR de MELLO irmão de FERNANDO COLLOR de MELLO, ano em que o então Presidente foi Deposto, e, a Entrevista foi Publicada em maio de 1992. Em maio de 2018, as graves denúncias do IRMÃO estarão completando 26 anos.
    

     Collor não perdoa VEJA por esta capa. Do seu ponto de vista, faz sentido. A questão é saber se a CPI será refém do seu Ódio ou se vai tentar punir os Bandidos de Verdade.
     Segue a entrevista que VEJA publicou em 1992 com Pedro Collor, irmão de Fernando Collor, e que acabaram resultando na Queda do Ex-Presidente, agora Senador (PTB-AL) e Aliado de Lula. Collor (leia abaixo) resolveu se vingar da revista, demonstrando que é do tipo que não aprende nada nem esquece nada. Antes, como agora, trata-se de apostar na Liberdade de Imprensa ou no seu controle pelo Estado ou por um Partido.
     Nos primeiros dias de seu governo, Collor determinou uma Espécie de Blitz contra a FOLHA e teve como resposta o Repúdio da Imprensa como um Todo e da Sociedade.
     Eram tempos em que não havia esbirros do Petismo — ou do Collorismo, é bom deixar claro — financiados com Dinheiro Público para intimidar o Jornalismo.
     Passados vinte anos, o Jornalismo Livre, ainda que de modo oficioso, enfrenta mais dificuldades hoje do que antes.
     Afinal, Collor e setores de seu principal adversário de antes, o PT, se uniram contra a Liberdade de Imprensa.  Lembrem a histórica entrevista.


“O PC é o TESTA-de-FERRO do FERNANDO”.

    
     Na tarde da última quarta-feira Pedro Collor tomou um avião em Maceió e chegou a São Paulo após uma escala no Recife. Em com-panhia da mulher. Maria Tereza, e de uma irmã, Ana Luiza, Pedro Collor deu uma entrevista de duas horas a VEJA. A seu pedido, o encontro ocorreu nas dependências da revista. A mulher e a irmã de Pedro Collor foram testemunhas de suas declarações, e chegaram a colaborar em algumas respostas. Além de fazer novas denúncias sobre as atividades de PC Farias no governo, Pedro Collor diz que ele é “testa-de-ferro” do presidente Fernando Collor.
     Diz que o Jornal Tribuna de Alagoas, que PC Farias quer lançar em Maceió, na verdade pertence a seu irmão. Também garante que um apartamento de Paris que se supunha ser propriedade do empresário na realidade pertence a Fernando Collor. Para Pedro Collor, existe uma “simbiose profunda” entre os dois. Os principais trechos da entrevista:

     VEJA – O senhor se considera louco?

     Pedro Collor – Não, de jeito nenhum.

     VEJA – Se a sua própria mãe está falando isso, é o caso de perguntar. Já fez algum tratamento psiquiátrico?

     Pedro Collor – Não, nunca fiz tratamento psiquiátrico ou psicanálise. Essa pressão toda tem um objetivo claro. O objetivo foi passar para a opinião pública a sensação de que não tenho credibilidade, que estou sob forte comoção. Convenceram mamãe a assinar aquela carta. Ela é muito ingênua nesse sentido.

     VEJA – As suas afirmações e denúncias, os documentos que o senhor levantou contra Paulo César Farias e as críticas que vem fazendo ao Presidente colocam o governo e o país numa situação delicada. O senhor está ciente disso?

     Pedro Collor – Absolutamente consciente.

     VEJA – O senhor tem dito que suas revelações podem acabar com o governo do seu irmão. E isso que o senhor quer?

     Pedro Collor – Não, mas qual foi o principal mote da campanha do Fernando? Quem roubava ia para a cadeia. Na prática, estou vendo uma coisa completamente diferente. Ninguém pode enrolar todo mundo o tempo todo.

     VEJA – Essa briga começou em torno do lançamento de um Novo Jornal, que concorreria com a Gazeta de Alagoas, das organizações Arnon de Mello?

     Pedro Collor – Em janeiro de 1991, levei ao Fernando, no Palácio do Planalto, o plano de se montar um Novo Jornal em Alagoas. Seria um Jornal vespertino. Já houve no passado vespertinos no Estado, e que pararam por um motivo ou outro, agora não há nenhum.
     Como achei que havia uma brecha no mercado, e a Gráfica do nosso grupo estava ociosa, fiz a proposta ao Fernando. Expliquei que o novo Jornal não faria parte do grupo da Gazeta, seria uma iniciativa à parte.

     VEJA – O que o presidente achou da idéia?

     Pedro Collor – Ele me disse o seguinte: - “Não, não leve a idéia do Jornal adiante porque eu vou montar uma Rede de Comunicação paralela em Alagoas com o Paulo César, e essa rede terá um Jornal”. O Fernando falou que o Jornal iria se chamar Tribuna de Alagoas. Disse também que a Tribuna seria impressa na Imprensa Oficial do Estado. Então perguntei por que ele não imprimia esse novo Jornal na Gráfica do nosso grupo. O Fernando respondeu: “Não”.

     VEJA – A Rede de Comunicação seria de PC Farias?

     Pedro Collor – O PC seria o testa-de-ferro. Era uma empresa de testa-de-ferro, que teria o Jornal e de Doze a Catorze Emissoras de Rádio.

     VEJA – Qual foi a sua reação a essa Rede?

     Pedro Collor – Raciocinei que, se o novo Jornal ia ser impresso na Imprensa Oficial, seria em preto-e-branco, um Jornal para ocupar espaço, evitar que grupos adversários na política entrassem na área. Dizia-se que não era um Jornal para concorrer efetivamente com a Gazeta e, de repente, compraram um maquinário exatamente igual ao nosso, e me tomam funcionários pagando três ou quatro vezes mais do que eles ganham conosco. Então é um negócio para destruir o nosso, certo? Foi aí que a coisa começou. Houve também um problema corri a Instalação de Rádios. Na mesma reunião em que falei do novo Jornal com o Fernando, eu disse que precisávamos também de Duas Rádios, FMs pequenas ou médias, na periferia de Maceió.

     VEJA – Como o senhor conseguiria essas Rádios?

     Pedro Collor – Pelas vias normais. Essas duas Rádios já existiam no plano traçado pelo governo.

     VEJA – E obteve as Rádios?

     Pedro Collor – Obtive duas negativas. Simultaneamente, eles mexeram no plano, a ponto de contemplar todas as cidades que até então não estavam com Rádios FM.

     VEJA – Isso foi feito por quem?

     Pedro Collor – Por solicitação do Deputado Augusto Farias, irmão do PC. Vejam bem: - Converso com ele tentando montar um Jornal, falo das Rádios que podem entrar. Negam para mim. E viabilizam para eles umas Doze Rádios que nem estavam cogitadas no plano.

     VEJA – O senhor tentou chegar a um acordo sobre o Jornal antes de começar a recolher documentos sobre os negócios de PC?

    

     Observação do escriba: - Enquanto os dois irmãos COLLOR brigavam pela instalação de um Jornal e Novas Emissoras de Rádio em Alagoas, o “Bispo” Edir Macedo e um pequeno grupo de comparsas, estavam de olhos gananciosos e garras afiadas interessados numa Rede Nacional de Comunicação, para enriquecer facilmente e formar um novo Partido Político, para instalar “Falsos Profetas” no Congresso Nacional, o que no futuro daria surgimento à chamada Bancada Evangélica.

     Pedro Collor – Houve tentativas que não deram certo, porque a intenção não era montar um Jornal assim ou assado, mas montar um Jornal para destruir o nosso. Em fevereiro passado, saiu aquela reportagem do Eduardo Oinegue, em VEJA, sobre o assunto, em que eu chamava o PC de lepra ambulante. Eu estive então com o Cláudio Vieira (secretário particular de Collor, afastado do governo na reforma ministerial). O Cláudio me disse que há cinco dias o Fernando não despachava com ele, nem com o General Agenor, nem com o Marcos Coimbra.
     O Cláudio Vieira me contou que no dia anterior o Fernando havia se reunido, durante uma hora e meia com o Procurador-Geral da República, Aristides Junqueira. Segundo o Cláudio me contou, o Procurador disse ao Fernando que, se eu não desmentisse a reportagem de VEJA, o Junqueira iria Instaurar um Inquérito, e que isso derrubaria o governo. Eu respondi ao Cláudio que não tinha intenção de derrubar o governo de ninguém, que minha intenção era me preservar, e alertar que o PC era uma bomba atômica ambulante, independentemente de Jornal ou coisa que o valha.
     Esclareci que não poderia desmentir a reportagem pura e simplesmente, e pedi um compromisso firme de que o PC não iria tentar acabar com nossa organização. Sugeri que a Gazeta arrendasse a Gráfica da Tribuna, pagasse, e nós imprimíssemos o Jornal. Cheguei a conversar depois sobre essa proposta com o PC, e ele disse que adorou. Na hora de formalizar o acordo, sumiu. O Cláudio Vieira então me disse que o Paulo César estava com outras idéias e ia me procurar. Estou esperando até hoje.

     VEJA – Por que o presidente Collor, se é ele que está por trás dessa Rede de Comunicações montada pelo PC, esta¬ria interessado em prejudicar e até destruir os negócios da família?

     Pedro Collor – É uma questão que só Freud explica. (Tereza, mulher de Pedro Collor, pede para falar).

     Tereza – O Fernando Collor faz isso porque o Pedro não se submete a ele. O Fernando viu que não podia tirar o Pedro da administração dos negócios da família. Foi o Pedro quem geriu, e bem, as empresas durante esses anos todos. O Fernando quer o Meio de Comunicação como Instrumento Político, enquanto o Pedro tem a responsabilidade de administrá-lo como empresa. É daí que nasceu a divergência.

     VEJA – O senhor acha mesmo que o PC é um testa-de-ferro do presidente nos negócios?

     Pedro Collor – Eu não acho, eu afirmo categoricamente que sim. O Paulo César é a pessoa que faz os negócios de comum acordo com o Fernando. Não sei exatamente a finalidade dos negócios, mas deve ser para Sustentar Campanhas ou manter o status quo.

     VEJA – De quem é o apartamento de Paris onde funciona a S. C. I ., de Guy des Longchamps e Ironildes Teixeira?

     Pedro Collor – É dele.

     VEJA – Dele, quem?

     Pedro Collor – Dele. Do Fernando, claro.

     VEJA – O senhor não tem dúvidas?

     Pedro Collor – Não tenho a menor dúvida.

     VEJA – De quem é o Jatinho Morcego Negro?

    
     Observação do escriba: - Por falar em Jatinhos, Pablo Escobar morreu (não foi sepultado com jatinhos), Pedro Collor morreu (não foi sepultado com jatinhos), PC Farias morreu (não foi sepultado com jatinhos). Quando o “Bispo” Edir Macedo morrer será sepultado com jatinhos? Coisas da vida...  


     Pedro Collor – Acho que é do Paulo César, mas não posso afirmar.

     VEJA – O presidente Collor sairá mais rico do governo?

     Pedro Collor – Em patrimônio pessoal, sai. Sem dúvida nenhuma.

     VEJA – O presidente está envolvido na sua denúncia de que o Paulo César recebeu uma comissão de 22% sobre os negócios entre a empresa IBF e o governo para a implantação da raspadinha federal?

     Pedro Collor – O Fernando não entra no varejo da coisa. Ele apenas orienta o negócio.

     VEJA – O que acontece com o dinheiro?

     Pedro Collor – O Paulo César diz para todo mundo que 70% é do Fernando e 30% é dele.

     VEJA – O senhor acredita nisso?

     Pedro Collor – Eu não sei se a porcentagem exata é essa.

     VEJA – Mas o senhor sustenta que existe uma sociedade entre os dois?

     Pedro Collor – Tenho certeza de que é assim. Existe urna simbiose aí. Eu não estendo as acusações ao Fernando diretamente. Uma coisa é você concordar. Outra coisa é operacionalizar. São duas coisas distintas. Operacionalizar, no sentido do dolo, no sentido do ilícito, isso é muito do temperamento do PC. Ele tem prazer nisso.
     O Fernando é incapaz de sentar em uma mesa e dizer assim: - “O negócio é o seguinte: - Preciso de uma grana para a minha campanha. Me ajuda”. Pode estar nu e sem sapato que ele não pede ajuda. Já o PC toma. Deixa você nu se for possível.

     VEJA – O senhor já ouviu do Paulo César que ele tem essa associação com o seu irmão?

     Pedro Collor – Sim, já ouvi dele.

     VEJA – E do presidente?

     Pedro Collor – Não, do Fernando, não.

     VEJA – O PC é uma pessoa digna de crédito?

     Pedro Collor – Se ele foi o tesoureiro de duas campanhas do Fernando, se age com age publicamente, se ele mesmo fala isso, eu só posso concluir que é verdade.

     VEJA – Qual foi a última vez em que o senhor e o presidente conversaram sobre as atividades de PC Farias?

     Pedro Collor – Em janeiro deste ano. Eu tinha acabado de chegar do exterior e o Fernando me chamou para almoçar. Foi uma conversa afável, embora o Fernando, tenha se mostrado cuidadoso ao mencionar o nome do PC. Pisava em ovos. Eu reclamei da maneira como o PC vinha tentando destruir o nosso Jornal em Alagoas, chamando nossos funcionários. Foi uma conversa sobre os problemas com o Jornal.

     VEJA – O senhor mencionou as denúncias de corrupção sobre PC?

     Pedro Collor – Com o Fernando, exatamente, não. Falei “n” vezes com os meus irmãos Leopoldo e Leda, com o Cláudio Vieira e o Marcos Coimbra.

     VEJA – Por que nunca falou diretamente com o presidente?

     Pedro Collor – Eu sentia que, se eu falasse, ele iria ter uma explosão violentíssima. O Fernando não gosta de escutar críticas.

     VEJA – Por que o senhor passou a envolver o presidente Collor nas suas denúncias contra o PC?

     Pedro Collor – Eu comecei a receber Ameaças de Morte dos Irmãos do PC através de interlocutores comuns. Cheguei a falar com o Cláudio Vieira sobre tudo o que estava acontecendo. Concluí que o PC não estava agindo por conta própria. É o estilo típico do Fernando usar instrumentos. Ele não ataca de frente.

     VEJA – O senhor não acredita que exista uma vontade política real do presidente em investigar as atividades de PC Farias. Afinal, a Receita Federal foi acionada para vasculhar o Imposto de Renda de PC?

     Pedro Collor – Não acredito nisso. Acho que a investigação ia ser empurrada com a barriga e seria apenas retórica.

     VEJA – Qual a diferença entre o PC Farias e o Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP? Ou entre o PC e o Cláudio Vieira? Ou entre eles e o Cláudio Humberto?

     Pedro Collor – São os métodos. O PC é o erudito do roubo, da corrupção, da chantagem. Os outros têm uma aspiração, mas também têm um teto. O PC não tem limites.

     VEJA – Mas o PC vai até onde?

     Pedro Collor – Ele é capaz de matar para extorquir.

     VEJA – O senhor apresentou o PC Farias ao Fernando Collor. Quando começou a afastar-se dele? Por quê?

     Pedro Collor – Na época eu não o via como hoje. Ele era um sujeito enrolado com negócios, mas apenas isso. Não pagava as contas. Mas era um sujeito jeitoso, muito insinuante, muito simpático. Ele é muito envolvente em negócios. Comecei a me afastar quando o Fernando se tornou Governador do Estado.

     VEJA – O senhor tem alguma coisa contra o cidadão Fernando Collor, seu irmão?

     Pedro Collor – Pessoalmente, o Fernando é um sujeito extremamente talentoso, carismático, magnético e, em alguns momentos, é uma criatura fantástica, cheia de energia. Ao mesmo tempo, é rancoroso, vingativo e adora manipular as pessoas. Ele gosta das pessoas subservientes.

     VEJA – O senhor chegou a falar que o seu irmão Fernando tentou se insinuar junto a sua mulher, Tereza. Como foi isso?

     Pedro Collor – Não foi exatamente isso. Eu e Tereza tínhamos passado por uma Crise Conjugal, o que acontece muitas vezes entre casais. Isso foi em 1987, quando Fernando era Governador de Alagoas. Nesta ocasião, eu estava no Canadá. Tive a informação de que ele chamou Tereza para conversar no palácio. Conversaram durante um bom tempo. Ali era o lugar onde ele tinha intercurso, com algumas moças. Houve fofocas sobre isso e eu fui informado.
     Tereza foi depois para Paris e Fernando me chamou para dizer que havia conversado com ela e que eu me preparasse porque ela iria se Separar de Mim. Disse que eu havia pisado muito na bola e que me preparasse. Em paralelo, eu sabia que ele estava telefonando para ela em Paris, naturalmente utilizando a fragilidade da relação para telefonar e talvez até fazer a cabeça dela. Eu consegui as Contas Telefônicas do Palácio que comprovaram essas ligações.

     VEJA – Houve uma tentativa explícita de Sedução?

     Pedro Collor – Eu acredito que implicitamente ele tentava mapear a situação, diante de uma pessoa fragilizada emocionalmente pela perspectiva de uma ruptura de casamento. Uma voz simpática, um ombro amigo...

     VEJA – Tereza houve uma tentativa de Sedução?

     Pedro Collor – Não, ele tem esse jeito de falar que é meio fraternal, meio conselheiro.

     VEJA – Apesar de sua Suspeita de Paquera por que continuou freqüentando seu irmão? Por que esteve na posse dele como presidente?
    
     Pedro Collor – Porque não se deve sair arrebentando portas. Tive controle emocional.

     VEJA – Pelo que se deduz o senhor coloca esse episódio, como um entre vários, através dos quais seu irmão tenta atingi-lo. É isso?

     Pedro Collor – O que ele quer é me ver distante do comando administrativo das empresas que temos. Para colocar uma pessoa dele lá dentro, por uma Questão Política.

     VEJA – O senhor nomeou alguém para o governo federal?

     Pedro Collor – Nem para a Prefeitura de Maceió nem para o Governo de Alagoas nem para o Governo Federal.

     VEJA- Por quê?

     Pedro Collor – Não é do meu feitio.

     VEJA – O que o senhor acha das nomeações do Leopoldo (irmão mais velho de Collor)?

     Pedro Collor – Eu não conheço as nomeações do Leopoldo. Não converso sobre esse assunto com ele.

     VEJA – O senhor já admitiu que CONSUMIU DROGAS na JUVENTUDE. Como foi isso?

     Pedro Collor – Quando eu era Jovem, era uma coisa que estava na moda, lá por 1968,1969,1970.

     VEJA – Em 1968, o senhor estava com 16 anos de idade.

     Pedro Collor – Mas é isso.

     VEJA – Que tipo de DROGA?

     PEDRO COLLOR – COCAÍNA.

     VEJA – Seu irmão FERNANDO COLLOR também?

     PEDRO COLLOR – SIM.

     VEJA – Foi ele que o induziu a experimentar COCAÍNA?

     PEDRO COLLOR – Não é que induziu, nem apresentou nem nada. As pessoas, por serem de Faixa Etária um pouco acima, naturalmente Têm Mais Acesso a Esse Tipo de Coisa. Foi assim que aconteceu.

     VEJA – LSD também tinha?

     PEDRO COLLOR – Teve também LSD, umas duas ou três vezes.

     VEJA – O senhor largou isso quando?

     PEDRO COLLOR – Logo depois. Senti que me fazia mal. Emagreci muito.

     VEJA – Quanto ao presidente, o senhor tem notícia de que ele tenha consumido DROGAS após essa época na JUVENTUDE?

     PEDRO COLLOR – Não, depois dessa época não.

     VEJA – O senhor já ouviu falar em Allan Mishai Fauru?

     Pedro Collor – Conheço desde menino do Rio de Janeiro. Um belo dia, o Fernando já Governador, me parece, e, o Allan o convidou para ser padrinho do casamento dele. Depois ele se mudou para MACEIÓ, anos mais tarde, e montou um BOTECO. Soube depois que ele tinha LIGAÇÕES com TRAFICANTES, vendia, repassava. Mas ele não tem qualquer relação com o Fernando, absolutamente.

     VEJA – O senhor não acha que as instituições brasileiras correm algum risco com as suas denúncias?

     Pedro Collor – Acho que nossas instituições agüentam o tranco. Se eu começar a entrar muito em considerações a respeito do governo, eu não dou um passo. Tenho de fazer aquilo que acho correto. Que os outros façam as partes deles.

     VEJA – O senhor acredita que, com as últimas mudanças no ministério, o PC é menos influente no governo?

     Pedro Collor – Sim. Ele perdeu toda ou quase toda a sustentação.


     Observação do escriba: - Fica claro na entrevista de Pedro Collor que, na Juventude, ele fez uso de COCAÍNA e de LSD. E, ainda, afirma que Fernando Collor também fazia uso de COCAÍNA. E, o pior, foi o Fernando Collor quem colocou o irmão mais novo (Pedro Collor), no caminho das DROGAS. Fernando Collor nasceu em 1949 e Pedro Collor nasceu em 1952. A informação parece muito procedente. Pedro Collor diz que começou a fazer uso de DROGAS em 1968, 1969 e 1970 aproximadamente. Portanto era muito jovem.






PEDRO COLLOR de MELLO.


     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     Pedro Affonso Collor de Mello (Maceió, 14 de dezembro de 1952 — Nova York, 19 de dezembro de 1994 – 42 anos) foi um empresário brasileiro, irmão do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
     Comandava as empresas da família em Alagoas, Organização Arnon de Mello, TV Gazeta, Gazeta de Alagoas, Rádio Gazeta, Gazeta FM e Gráfica Gazeta de Alagoas.
     Pedro Collor denunciou um esquema de Corrupção Política envolvendo Paulo César Farias, Tesoureiro de Fernando Collor.
     Essa denúncia, feita em entrevista exclusiva ao Jornalista Luís Costa Pinto e publicada na Revista VEJA em edição com data de capa de 27 de maio de 1992, desencadeou o Processo de Impeachment do então Presidente Fernando Collor.
     Pedro Collor morreu de câncer, um melanoma maligno da pele com metástase no cérebro, em 1994, deixando a esposa, Thereza Collor, e três filhos, sendo um deles fruto do relacionamento com Regina Maria Habbema de Maia.



LIVRO.



     Junto com a jornalista Dora Kramer, Pedro Collor foi coautor do best-seller nacional “Passando a limpo - A trajetória de um farsante”, publicado pela Editora Record em 1992.
     Relata no livro os bastidores do poder do governo federal sob os auspícios do irmão Fernando Collor e de PC Farias.
     Relata episódios de sua infância e da família Collor de Mello, seguindo pela indicação de Fernando Collor para Prefeito de Maceió e suas duas eleições, para Governador de Alagoas (1986) e Presidente do Brasil (1989).
     “Passando a limpo” revela pretensos esquemas de corrupção que teriam sido levados a cabo durante o Governo Collor, além de fofocas de bastidores envolvendo Traições, Bebedeiras e USO de DROGAS.
     Pedro era o único alagoano dos cinco filhos do casal Arnon Afonso de Farias Mello e Leda Collor de Mello.



CATEGORIAS:

• Nascidos em 1952.
• Mortos em 1994.
• Empresários de Alagoas.
• Denunciantes do Brasil.
• Fernando Collor de Mello.
• Mortes por Câncer.
• Naturais de Maceió.
• Família Collor de Mello.



     Esta página foi editada pela última vez às 17h56min de 1º de junho de 2017.




TRANSCRITO da INTERNET.

    


    
     Diguinho... Collor não foi um Presidente foi uma excrescência, um bandido, ladrão, assassino, Traficante de Drogas, fazia pacto com o diabo na própria casa, injetou HEROÍNA no próprio irmão (quando este tinha só treze anos de idade), quando Jovem era chamado "Nandinho do Pó", famoso Playboy Carioca.
     Era tão sem noção, tão egocêntrico (característica comum em VICIADOS em COCAÍNA) que acabou abandonado pela própria corja que o elegeu.
     Desculpe-me o texto pesado, mas falar desta aberração política faz mal mesmo. É melhor nem lembrar que essa coisa existiu.
     Sugestão: - Se não acreditar no que digo, procure ler a entrevista de Pedro Collor (seu irmão) no JB em 1993 que terás mais detalhes sórdidos.
     Pouco depois, ele morreu misteriosamente, assim como vários outros personagens dessa história. Mas, cuidado pra não ter pesadelo à noite!
     Aí vai uma reportagem da Veja de 17 de março de 1993 sobre a tal entrevista do JB:
- Atingiu-se o fundo do pântano. Na sexta-feira passada, o Repórter Teodomiro Braga, correspondente do Jornal do Brasil em Washington, iniciou a publicação de uma série de três entrevistas exclusivas em que Pedro Collor joga a última pá de lama na reputação de seu irmão, o Ex-Presidente da República Fernando Collor de Mello.
     Em Miami, onde dá os toques finais a um livro sobre a Quadrilha da Dinda, cujo lançamento está previsto para abril, Pedro Collor contou que:

     - Fernando Collor pretendia separar-se de Rosane durante a Crise Conjugal de agosto de 1991. Desistiu porque a primeira-dama ameaçou desmascará-lo numa entrevista coletiva, contando que ela colocava SUPOSITÓRIOS de COCAÍNA no Presidente.
    
     - A primeira-dama teve dois romances extraconjugais durante a passagem de seu marido pela Presidência. Grávida de um de seus amantes, Rosane teria feito um aborto.
    
     - Collor é um marido violento. Em seu primeiro casamento, com a Socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, chegou a espancá-la com tamanha fúria que a mulher foi obrigada a chamar um médico, pois ficara surda.
    
     - Noutra ocasião, para escapar de uma surra, Rosane Collor fugiu de casa.
    
     - O ex-presidente teve um relacionamento homossexual com o empresário e deputado Paulo Octávio, do PRN de Brasília.
    
     - No porão da Casa da Dinda, Collor e Rosane praticavam Rituais de Magia Negra. Espetavam com agulhas bonecos representando seus adversários.
     A entrevista de Pedro Collor ao Jornal do Brasil descreve um mundo lamentável, que provoca asco.  
     Mas convém estudá-lo por inteiro. De 1989 a 1992 a população brasileira foi submetida a uma impostura chamada Fernando Collor de Mello.
     Uma parcela dessa fantasia, do estadista dinâmico, inimigo dos privilégios e da corrupção, foi desfeita no ano passado, com as investigações que levaram ao impeachment.
     A outra parte, do pai de família que acusou o adversário Luís Inácio Lula da Silva de tentar convencer uma namorada a fazer aborto, do temente a Deus que fazia Cooper com camisetas dizendo "NÃO" às DROGAS, começa a se desfazer agora.
     As denúncias do irmão informam a população sobre o caráter e a personalidade do político que se tornou Presidente da República com 35 milhões de votos.
     Coloca em discussão a atuação de Empresários, Políticos e dos Órgãos de Imprensa que ajudaram a forjar a imagem de Collor.
     Todos colaboraram para que só se conhecessem as virtudes de Collor. Seus defeitos só vieram à tona muito depois. A rigor, nem há novidades substanciais na entrevista de Pedro Collor ao JB.  
     Seus principais temas - Drogas, Homossexualismo e Caráter Fraco - foram abordados pela revista dominical do Jornal Inglês The Sunday Times em janeiro de 1991.
     Explica-se: - O repórter John Ryle publicou aquilo que ouviu de um punhado de grã-finos. Ou seja, a elite dava livre curso, encarava como verdadeiras as histórias horrorosas sobre o presidente.
     Agora que as virtudes se foram, o país realiza um doloroso acerto de contas com os defeitos de Fernando Collor.
     Na sexta-feira, o presidente afastado divulgou um manifesto dirigido "à família brasileira".
     Plagiando a si próprio, ele diz que Pedro Collor sofre de "delírio paranóico" - argumento que perdeu a consistência depois que o irmão teve a humildade de submeter-se a um exame de sanidade mental e foi aprovado.
     Querendo colocar-se na posição de mártir, Collor diz que "levaram minha cidadania, minha alegria, minha paz".
     Também poderia ter lembrado que, enquanto isso, ele levou, segundo as contas modestas de seus advogados, 52 milhões de Dólares da Campanha Presidencial.
     O ex-presidente também dirigiu um apelo "à responsabilidade dos que fazem a comunicação neste país para que não abram espaço a um sensacionalismo tão barato".
     É uma preocupação anacrônica. O ex-presidente teve uma boa oportunidade para evitar o "sensacionalismo barato" quando disse a Cláudio Humberto Rosa e Silva, que publicou as suas declarações no livro “Mil Dias de Solidão”, que Thereza Collor, mulher de Pedro, teve um romance com outro cunhado.
     Não há quaisquer evidências de que o romance ocorreu, e Fernando Collor não teve nenhum escrúpulo para fazer o seu ataque mentiroso.
     Foi o ataque de Collor que motivou a reação de Pedro. É uma vingança. Nem tudo o que ele disse pode ser verdade. Mas não custa lembrar que Pedro Collor nunca falhou.
     Tudo o que ele disse a VEJA, em maio de 1992, acabou sendo comprovado pela CPI e pelas Investigações da Polícia Federal.
     A seguir, as cinco principais denúncias de Pedro Collor.

    




COCAÍNA no PLANALTO.




     De há muito há falatório associando Fernando Collor a DROGAS. Em Brasília, onde passou a Juventude, Collor ganhou o apelido de "Fernandinho do Pó".
     Em Alagoas, quando era Governador do Estado, políticos que freqüentavam seu gabinete tinham a convicção de que Collor era um Usuário Constante da Droga, que, suspeitava-se, ficava guardada na parte de trás de sua poltrona.
     Na campanha presidencial, o pai de uma socialite carioca ligada às artes plásticas que mora nos Estados Unidos telefonou à filha recomendando que votasse no candidato do PRN.
     Ela respondeu que até que poderia votar nele, mas lembrou que Collor era o mesmo rapaz que, no passado, ele expulsara de casa por estar DROGADO.
     No ano passado, em sua entrevista a VEJA, Pedro Collor disse que o irmão consumira COCAÍNA e LSD na adolescência, e que inclusive O Iniciara no Consumo de DROGAS.
     Perguntado se o presidente se DROGAVA depois de chegar ao Planalto, Pedro respondeu: "Não sei".
     Agora, com sua memória seletiva, Pedro diz que sabe.
     Segundo Pedro Collor, quem divulgou que Collor usava COCAÍNA foi a Primeira-Dama, que, ameaçada por um Pedido de Divórcio durante a Crise Matrimonial do casal, resolveu chantagear o Presidente.
     "Rosane disse a amigos que iria revelar à imprensa, entre outras coisas, que ela colocava SUPOSITÓRIOS com COCAÍNA em Fernando", afirma Pedro Collor.
     "Ela falava que queria ver se ele tinha aquilo roxo para levar adiante a intenção do Divórcio."
     Conforme o relato do irmão do ex-presidente, Rosane estava disposta a fazer a denúncia numa entrevista coletiva marcada para o dia 12 de agosto de 1991, poucos dias depois de Collor se apresentar em público sem a Aliança do Casamento.
     Na última hora, Rosane cancelou a entrevista e apenas concordou em mostrar sua aliança para fotógrafos e cinegrafistas.
     Para Pedro Collor, entre o anúncio da coletiva e seu cancelamento, a primeira-dama e o presidente negociaram a manutenção do casamento.
     "Já vi vários casos de pessoas que tomaram COCAÍNA com SUPOSITÓRIOS", afirma o FARMACOLOGISTA Fernando Varela de Carvalho, professor da Santa Casa de São Paulo.
     "Algumas tinham medo de AIDS, e por isso abandonaram as Seringas”.
     “Outras queriam esconder alguns sintomas do uso de COCAÍNA, como a VASODILATAÇÃO, que, em determinadas pessoas, faz VERTER SANGUE pelo NARIZ".
     Numa conversa descontraída, até o Tesoureiro PC Farias contou que ouvira falar de Viciados que usam SUPOSITÓRIOS para consumir COCAÍNA.
     PC falou em tese, e em nenhum momento se referiu a seu amigo Fernando Collor.
     Quando elaborou a lista de padrinhos de seu primeiro casamento, Collor não se esqueceu do Advogado Carioca ALLAN MIHAI FAURU, que, mais tarde, foi indiciado como TRAFICANTE em MACEIÓ e condenado a Seis Meses de Prisão.
     Com FAURU, veio também a mulher, ELIZABETH LUPORINI, que, quando Collor se tornou Presidente da República, foi empregada como Secretária do EMBAIXADOR MARCOS COIMBRA, CUNHADO e Secretário da Presidência da República.
     As investigações da CPI descobriram que ELIZABETH LUPORINI era dona do telefone que recebia o maior número de ligações da EPC, o bunker financeiro de PC Farias.
     Homem de confiança do presidente, a tal ponto que foi encarregado de sustentar a Lorota Uruguaia, o Ex-Secretário Particular CLÁUDIO VIEIRA tinha, entre seus assessores, um funcionário, FLÁVIO MONTEIRO, investigado pela Polícia Federal por TRÁFICO de DROGAS.

    


ADULTÉRIOS de ROSANE.

    


     O primeiro casamento de Collor, com Celi Elizabeth Monteiro de Carvalho, teve um final tão rumoroso que, temendo um escândalo, advogados de ambas as partes tomaram providências para que as salas dos tribunais não se transformassem na lavanderia de um inferno doméstico.
     Segundo Pedro Collor, depois do nascimento de Joaquim Pedro, o segundo filho do casal, o ex-presidente perdeu o interesse no relacionamento.
     Collor chegou a espancá-la, ausentava-se de casa com freqüência e levava uma vida promíscua com Prostitutas em Maceió.
     "Depois de mais de dois anos de abstinência sexual, ela pediu a separação", diz.
     Conforme Pedro Collor, uma das marcas do segundo casamento do ex-presidente foram os Adultérios de Rosane.
     Um dos casos teria sido com o Empresário Carioca Júlio Lopes, dono do Centro Educacional da Lagoa.
     No mês passado, durante um jantar em Miami, o irmão do ex-presidente contou a Júlio Lopes que iria relatar o episódio em seu livro. "Pode pôr", disse ele. "Vai fazer bem para o meu currículo."
     Na sexta-feira passada, procurado por VEJA, o empresário garantiu que tudo não passou de uma brincadeira. "O Pedro interpretou mal", disse ele.  
     Sua atitude em 1991, no entanto, era outra. Durante um jantar no restaurante Guimas, no Rio, onde o Jornalista Luiz Gutemberg lançava seu livro “Cadastro Geral dos Inimigos do Presidente”, o empresário da noite Ricardo Amaral apresentou-o a diversas pessoas como "o namorado da primeira-dama".
     Na ocasião, Júlio Lopes não se queixou de que estava sendo mal interpretado.
     Lembrando outro jantar, na casa de um amigo comum, Ricardo Amaral informou aos presentes que, desacompanhada, Rosane ficara o tempo inteiro com Júlio Lopes até que "os dois pombinhos terminaram a noite aos arrulhos de paixão".
     Segundo Pedro Collor, os dois tiveram outros encontros a sós. Confiante em seu prestígio junto à Presidência da LBA, Júlio Lopes esteve em Brasília para uma audiência no Gabinete da Primeira-Dama, à qual apresentou um projeto na área educacional que pretendia tocar com dinheiro público.
     Outro nome ligado à crise do casamento de Collor e Rosane é o mineiro Luiz Mário de Pádua, que na época trabalhava no Cerimonial do Governo do Distrito Federal.
     Em sua entrevista, Pedro Collor conta que o presidente descobriu esse romance da mulher no dia em que a primeira-dama lhe comunicou que estava grávida.
     "Ele não podia ser o pai da criança porque fez VASECTOMIA antes de casar com Rosane e não tinha contado para ela”.
     Ele ficou furioso com a notícia, mas não falou nada para Rosane. No dia seguinte, chamou Eunícia (Eunícia Guimarães, a secretária da primeira-dama) e exigiu que ela lhe contasse a história da gravidez.  
     E ficou sabendo de Luiz Mário, diz o irmão.  
     Outro detalhe é que, segundo Pedro Collor, LEDINHA, a IRMÃ do PRESIDENTE casada com o Embaixador Marcos Coimbra, chegou a descobrir, numa joalheria de Brasília, que Rosane havia comprado um Rolex para dar de presente ao namorado.
     Na sexta-feira passada, Luiz Mário desmentiu o romance e o relógio. "Tenho uma imitação de Rolex, que comprei com meu dinheiro, e possuo até a nota fiscal", disse.
     "Nunca tive nada com a primeira-dama. Essa é uma história absurda." A irmã Leda também nega. "Isso não tem o menor fundamento. Nunca fui a uma joalheria saber se Rosane havia comprado um relógio para dar de presente."
     Já a versão de Joyce Cardoso, amiga do ex-casal presidencial, tem algumas nuances. "Não posso dizer se tiveram um flerte", admite ela, antes de levantar uma dificuldade logística.
     "Mas caso mesmo, de dormir, acho impossível. Ela precisaria de um lugar para ir e aí eu saberia."
     A amiga Eunícia Guimarães diz que "jamais" esteve no Planalto para conversar com Collor sobre a Gravidez de Rosane, mas acha que, de fato, é possível que a primeira-dama tenha demonstrado um interesse especial por Luiz Mário, na época.
     "Sentir atração, tudo bem", analisa Eunícia. "Mas daí a fazer alguma coisa vai uma grande distância."
     Leleco Barbosa, um dos caciques colloridos do Rio de Janeiro, sustenta que a Gravidez de Rosane chegou ao conhecimento de diversos amigos do casal.
     "Na época fiquei sabendo da conversa de Eunícia Guimarães com Collor e da história da VASECTOMIA. Isso todo mundo soube", diz.
     Leleco Barbosa só não soube do conteúdo da conversa da secretária de Rosane com o presidente. "Não sei, mas ela deve ter feito ABORTO, não é?", indaga.
     "Do ABORTO e da VASECTOMIA eu não sabia, mas o caso com o mineiro e a história do relógio aconteceu de fato", diz uma integrante do clã Collor de Mello.  
     "DONA LEDA (a mãe de Fernando Collor) também ficou sabendo e, antes de adoecer, comentou barbarizada que não acreditava no que estava acontecendo", completa.
     Luiz Mário deixou Brasília quando a Crise do Casamento Presidencial estava no auge e só retornou depois da posse de Itamar, quando recebeu o posto de Gerente de Projetos do Ministério da Saúde.
     Sua saída da capital federal é um mistério até hoje. Ele tomou o rumo de Belo Horizonte sem avisar ninguém e, embora exista uma ponte aérea ligando as duas cidades, preferiu fazer a viagem, de 700 quilômetros, de automóvel. Por quê?
     "Eu estava saindo do trabalho, tinha um automóvel à disposição e preferi viajar assim", diz ele, singelamente.
     Existe outra explicação. O Governador de Brasília, Joaquim Roriz, contou a um Senador que Luiz Mário deixou a capital federal de automóvel para atender a um conselho seu.
     Segundo esse Senador que ouviu de Roriz: - Collor telefonara ao Governador, apoplético, dizendo que Luiz Mário deveria se afastar de Brasília no mesmo instante.
     Assustado, temendo até a fantasiosa possibilidade de que seu funcionário sofresse um atentado a caminho do aeroporto, Roriz recomendou a Luiz Mário que viajasse de carro.

    


SEXO e CARÁTER.

    


     O inventário de aventuras extraconjugais de Fernando Collor foi feito por vários de seus amigos.
     Numa conversa com o presidente de uma grande estatal, sem que lhe fosse perguntado, o tesoureiro PC Farias contou que "o presidente está com uma menina".
     Em sua entrevista ao Jornal do Brasil, Pedro Collor disse que, quando era Governador de Alagoas, o irmão teve um caso com Taís, Mulher do porta-voz Cláudio Humberto.
     "Ela era minha funcionária na TV Gazeta e vivia suspirando pelo Fernando", diz Pedro Collor.
     Cláudio Humberto vai processá-lo. "Minha mulher nunca andou por aí mostrando as pernas. É uma coisa nojenta esse cafajeste querer usar a Taís para se vingar daquilo que o seu irmão disse."
     Thereza Collor, por sua vez, insinua que Fernando Collor teve um caso com a atriz Cláudia Raia.
     "Ela fazia o tipo mulher aranha e vivia fazendo massagem nas costas do Fernando", disse Thereza.  
     Segundo ela, certa noite, para facilitar a hospedagem de Cláudia Raia na Dinda, Collor providenciou acomodações improvisadas para seus dois filhos, Arnon Affonso e Joaquim Pedro, no porão da residência.
     Cláudia Raia desmente o romance e encarregou os amigos de negá-lo mais uma vez. "Ela faz massagem em todo mundo, até em mim", afirma o ator Eduardo Martini.
     O caso, no entanto, é confirmado por um empresário de Brasília que há muito tempo mantém-se a par das intimidades do presidente.
     Segundo esse empresário amigo de Collor, o caso com Cláudia Raia é tão verdadeiro como é falso o romance de Collor com Celita Jackson, a relações-públicas do hotel Plaza, de Nova York.
     Rumores sobre esse envolvimento surgiram quando o presidente passou boa parte de um fim de semana no Plaza, trancado no quarto, e, depois de mandar um auxiliar dizer que estava assistindo a uma prova de Fórmula 1 pela TV, saiu perambulando de cabelo molhado pelo saguão perguntando aos repórteres quem tinha vencido a corrida.
     O amigo do presidente informa que Collor estava mesmo acompanhado, na ocasião, mas por uma escort girl que levou de Brasília.
     Permanece, ainda, o mistério Renata Scarpa, mulher do empresário-amigo Cidão Diniz, companhia no Frenético Réveillon de Angra dos Reis.
     Deve-se ao livro de Cláudio Humberto a confirmação, oficial, de que Collor tem um terceiro filho, James Fernando, nascido de uma aventura com uma garota de programa de Maceió, Jucineide Braz.
     James Fernando tem 12 anos. Collor foi capaz de manter sua existência em segredo até 1990.
     Poderia ter aproveitado a ocasião para assumir o menino, ainda que tardiamente, mas não o fez.  
     Preferiu mentir e depois escondê-lo num apartamento no Recife, garantindo o silêncio de sua mãe com uma ajuda em dinheiro.
     Poucas atitudes revelam o caráter de um homem como sua postura diante de um filho inesperado. Collor sabe disso.
     Tanto que, na campanha presidencial, sua equipe de propaganda empenhou-se em denunciar que Luís Inácio Lula da Silva tinha uma filha fora do casamento, com a enfermeira Mirian Cordeiro.
     Hoje, constata-se uma diferença entre ambos.  
     Lula reconheceu a filha logo que ela nasceu e, embora a mantivesse longe da curiosidade alheia, lhe deu seu nome e, depois de um período de afastamento, passou a tratá-la plenamente como filha.
     Collor nunca tratou James Fernando como filho. Em vez disso, enviava-lhe dinheiro.
    
    


O AMIGO PAULO OCTÁVIO.

    



     Pedro Collor insinua que Fernando Collor e o deputado Paulo Octávio tiveram um relacionamento homossexual. Aconselhado por advogados a evitar declarações que pudessem comprometê-lo, o irmão do ex-presidente faz a revelação medindo cada palavra.
     "No tempo de estudante, quando chegava em casa de madrugada, costumava encontrá-los trancados no quarto do Fernando", diz.
     "Fazendo o que eu não sei," acrescenta. "Do jeito que Pedro Collor está, quero ver o que vai contar na próxima vez. Quem sabe, conte quem era o ativo e quem era o passivo", afirma o deputado Paulo Octávio, casado, dois filhos.
     "Se eu era homossexual, por que ele me convidou para ser padrinho de seu casamento?"
     Quando Collor separou-se de sua primeira mulher, um General que serviu no SNI, hoje na reserva, recebeu como verídico o relato de que o Divórcio se consumara no momento em que Lilibeth surpreendera o marido na cama, em companhia do amigo.





A XANGOZEIRA.


    


     Para cativar o eleitorado RELIGIOSO, Collor adorava tirar fotografias ao lado de FREI DAMIÃO e de forrar seu gabinete com Imagens Sagradas. Nos Jardins da Dinda instalou uma estátua de Nossa Senhora da Rosa Mística.
     O ex-presidente gostava de ajoelhar-se diante dela para filmagens produzidas especialmente para a TV. Para Pedro Collor tudo isso era teatro.
     Católico e neurolingüista nas horas vagas, segundo o irmão, nos momentos difíceis Collor recrutava os serviços de certa dona Cecília, uma Xangozeira - adepta de Xangô, na Liturgia de Umbanda - de Arapiraca, no interior de Alagoas.
     Aconselhado pela Xangozeira, em diversas ocasiões Collor tomou banhos de ervas, destinados a afastar os maus espíritos.
     Segundo Pedro Collor, num desses rituais a primeira-dama chegou a lambuzar seu corpo de preto e vermelho e depois dançou no ritmo frenético de quem incorporou a Pomba-Gira, uma das entidades mais esquisitas do Candomblé.
     Na véspera do impeachment, até o presidente teria incorporado um espírito, vestido de branco e rodopiando em volta de uma mesa de granito com retalhos de Animais Sacrificados por dona Cecília.
     "Eles fizeram tantos rituais desse tipo que numa época chegou-se a temer que não houvesse mais BODES em Brasília e seriam obrigados a mandar trazê-los de outros lugares", relata um membro da família.
     Numa outra parte da entrevista, Pedro Collor investe contra o Cunhado Marcos Coimbra, o Embaixador Nulidade que estava entrando para a história devido a duas atitudes marcantes.
     Primeiro, ter mendigado uns caraminguás para PC Farias junto a Luís Octávio da Motta Veiga.
     Segundo, por ter se envolvido numa polêmica urinária.
     Ele disse a Cláudio Humberto que Bernardo Cabral se sujou ao saber que perdera o cargo de Ministro da Justiça.
     Depois, a pedido de Bernardo Cabral, desdisse o que disse antes.
     Segundo Pedro Collor, Marcos Coimbra preferiu continuar usufruindo as Mordomias de uma Viagem com o presidente a acompanhar a Agonia de seu Filho Gastão, que Morreu de Câncer em 1991.
     A briga entre os irmãos Collor parece não terminar nunca. Dificilmente, no entanto, descerá a níveis mais baixos. A grotesca lavagem de roupa suja, no entanto, teve sua serventia no passado e a terá no futuro.
     Foi ela que deu início à descoberta de quem era Fernando Collor: - Um presidente corrupto, um chefe de quadrilha que violava a Constituição e levava o país para o abismo.
     No futuro, ela servirá para que se tenha mais empenho em saber quem são os candidatos à Presidência da República.
     Se, em 1989, se soubesse um décimo do que se sabe hoje sobre o passado de Fernando Collor, dificilmente ele teria sido eleito. O Brasil não teria passado por dois anos de ruína e ladroagem.





MARCOS ANTÔNIO de SALVO COIMBRA.


     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  



     Marcos Antônio de Salvo Coimbra (Curvelo, 1927 – Belo Horizonte, 19 de janeiro de 2013 – 86 anos) foi um advogado, diplomata e político brasileiro.
     Pai de três filhos, Marcos Antônio Coimbra (Vox Populi), Gastão Coimbra (falecido) e Fernando Coimbra (Diplomata).
     Após enviuvar muito cedo (de Marta Estellita Lins Coimbra), casou-se com Leda Collor de Mello, irmã de Fernando Collor de Mello.
     Foi diplomata brasileiro, servindo seu país por mais de 20 anos em diversos países americanos, africanos e europeus.
     Aceitou o cargo de Secretário-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Collor de Mello, de 15 de março de 1990 a 02 de outubro de 1992.
     Sofreu diversas acusações por conta do escândalo do impeachment em 1992, mas foi absolvido de todas as acusações feitas.
     Nos últimos anos, morava em Belo Horizonte, estava debilitado e tinha Mal de Alzheimer.  



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Nascidos em 1927.
Mortos em 2013.
Ministros do Governo Collor.
Ministros da Casa Civil do Brasil.
Naturais de Curvelo.


     Esta página foi editada pela última vez às 02h08min de 12 de agosto de 2017.




MARCOS COIMBRA, o homem do VOX POPULI, deveria é ser RÉU do MENSALÃO, em vez de estar por aí “pousando” de pensador.


     Observação do escriba: - O Marco Coimbra que está sendo mencionado neste, e nos dois próximos artigos, é filho do Embaixador Marcos Antônio de Salvo Coimbra, (falecido em 2013) e que foi casado com a irmã do Presidente Collor - Leda Collor de Mello (Ledinha) – e que, ao invés de tomar conta do filho Gastão Coimbra (que estava sofrendo de câncer), deixou-o à míngua, preferindo fazer viagens internacionais com muita mordomia pelo mundo afora, para agradar ao Presidente Collorido. Em outras observações que faremos mais adiante, iremos trazer aos leitores fatos mais repugnantes.
    


     Blog do Jornalista Reinaldo Azevedo - Publicado em 17 de agosto de 2012, 21h18m.


     MARCOS COIMBRA, EX-COLLORIDO, DONO do INSTITUTO VOX POPULI, COLUNISTA da CARTA CAPITAL (aquela revista que só existe porque existem estatais) e sedizente cientista social, costuma posar (Emir Sader, seu colega de profissão, escreveria “pousar”) de grande pensador e estrategista da política.
     Em artigo recente, diz que o Processo do Mensalão não tem a menor importância e que as pessoas estão ocupadas com outras coisas. Já esbocei aqui um comentário a respeito.
     Costuma ser notavelmente agressivo com os políticos de oposição de que discorda e notavelmente lhano com aqueles com os quais concorda - sabem como é, precisa manter um pé em cada canoa…
     Assim como migrou do COLLORISMO para o PETISMO, pode, se preciso, pular para um barco tucano - desde que não seja o de São Paulo.
     Conseguiu tirar seu instituto da falência iminente produzindo pesquisas e números para o PT. Pois bem.
     Vocês têm aqui a íntegra da primeira parte do voto do MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, em que, opino eu, fica evidente a culpa dos réus de maneira acachapante mesmo.
     Dá vergonha até de ler. Essa primeira parte refere-se às relações promíscuas de empresas de Marcos Valério com o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que era presidente da Câmara. Muito bem!
     Uma das estrelas do documento é ninguém menos do que MARCOS COIMBRA e seu, vá lá, instituto de pesquisas.
     Lendo dez páginas do voto de Barbosa, é de se perguntar por que o próprio Coimbra não é um dos réus do Mensalão.
     Em vez disso, está por aí, “pousando” (né, Sader?), em certas áreas, de pensador respeitável.
     Ele tem a sua própria maquininha de difamação na Internet, já percebi, que espalha seus pensamentos e ofensas. Não ligo. Sei como enfrentar essa gente.
     Ao pé deste post, reproduzo a imagem das 10 páginas. Se a leitura estiver difícil, basta clicar na imagem para ampliá-la.
     Vocês verão que João Paulo Cunha autorizou duas vezes a contratação do INSTITUTO VOX POPULI para fazer “pesquisas”.
     Só que essa contratação era feita por meio da SMP&B, empresa de Marcos Valério - que ficava com a comissão.
     Um contrato, de 10 de março de 2004, foi de R$ 347.730,60.  O outro, datado de 29 de junho de 2004, foi de R$ 409.500,00.
     Oficialmente, tratava-se de pesquisas para avaliar a imagem da Câmara. É? Então vamos ver duas das perguntas feitas:

     – “De uma maneira geral, você tem uma opinião positiva ou negativa sobre JOÃO PAULO CUNHA”?

     – “Acreditam que o JOSÉ DIRCEU tem culpa no cartório no caso WALDOMIRO ou não?”
    
     Entenderam? Isso tudo estava sendo pago com Dinheiro Público. E o Vox Populi com isso? E Marcos Coimbra? “Ah, eu fui contratado e pergunto o que mandarem. Não tenho nada com isso”. É mesmo, é?
     Então leiam este trecho do voto de Joaquim Barbosa:

     “Colhe-se dos depoimentos constantes dos autos que o representante do Instituto Vox Populi, Sr. MARCOS COIMBRA, vinha se reunindo com os sócios da DNA Propaganda e da SMP&B Comunicação, senhores MARCOS VALÉRIO, CRISTIANO PAZ e RAMON HOLLERBACH, e ainda com o Sr. Luís Costa Pinto, assessor do Sr. JOÃO PAULO CUNHA, para, segundo alegam os próprios envolvidos, organizar um pool de empresas para as eleições municipais de 2004.”
    
     Não só MARCOS COIMBRA sabia que tipo de serviço estava prestando como já participava de articulações para a eleição vindoura, operando em parceria com Marcos Valério e seus sócios.
     Reuniões foram marcadas em hotéis. O próprio João Paulo compareceu a uma delas. Transcrevo trecho do voto:

     “O Sr. Luís Costa Pinto informou, também, que o acusado JOÃO PAULO CUNHA participou de uma dessas reuniões, no Hotel Pancetti, em São Paulo, com o objetivo de definir a estratégia do partido nas eleições municipais de 2004 (vol. 198, fls. 42.317/42.346).

     “O Sr. JOÃO PAULO CUNHA também admitiu sua presença na mencionada reunião (fls. 15.435), ao lado de MARCOS VALÉRIO, SÍLVIO PEREIRA e do tesoureiro do PT em São Paulo, Sr. Antônio dos Santos, realizada em outubro de 2003.”
    
     É isso aí. Todos sabiam de tudo. Era uma ação coordenada, de olho nas eleições e na articulação de um partido, e o que os colocava em relação transitiva era o Dinheiro Público.
     Faltou muita gente à denúncia inicial do Ministério Público, não é mesmo? Eis MARCOS COIMBRA, o pensador. O voto de Barbosa deixa claro, entendo que deveria ser um dos RÉUS.
     Abaixo, as páginas do voto de Barbosa que tratam do caso. Clique na imagem para ampliá-la.





O DONO do VOX POPULI é um cidadão chamado MARCOS COIMBRA.


     Por Rodrigo da Silva, editor do Spotniks - 18 de abril de 2017.



     Se você não ligou o nome à pessoa, MARCOS COIMBRA é colunista da CARTA CAPITAL, revista acusada na LAVA JATO de receber mais de R$ 8 milhões da Odebrecht para favorecer Lula junto à opinião pública.
     Seu INSTITUTO foi alvo de busca e apreensão na sexta fase da OPERAÇÃO ACRÔNIMO, acusado de intermediar repasses da empreiteira JHSF para a campanha do PETISTA FERNANDO PIMENTEL ao Governo de Minas.
     Também está no radar da LAVA JATO, acusado de ter recebido clandestinamente R$ 10 milhões da Andrade Gutierrez S.A. para comprar "pesquisas" para a Campanha de Dilma Rousseff.
     É esse cidadão - sociólogo, militante, historicamente comprometido com uma identidade político-partidária, dono de um "Instituto de Pesquisa" investigado pela Polícia Federal - que hoje utiliza sua empresa para divulgar uma "Pesquisa Eleitoral" que Decreta a Vitória de Lula em 2018 no Primeiro Turno.
     Sim, o mesmo Lula com 57% de rejeição nos demais institutos de pesquisa.
     O mesmo Lula que há meros seis meses literalmente não conseguiu eleger nem o próprio filho vereador em São Bernardo do Campo.
     O mesmo Lula que na última eleição viu o seu partido perder seis de cada dez votos que recebeu na eleição anterior, angariando menos apoio ao redor do país que o PTB de Roberto Jefferson.
     A pesquisa foi amplamente difundida nessa manhã por sites como Brasil 247 e Rede Brasil Atual, ambos investigados pela LAVA JATO.
     E o nome que se dá a isso, você já ouviu certamente outras vezes: - MANIPULAÇÃO de MASSA.
     A receita é simples, fácil de realizar. Cria-se uma "Revista", um "Instituto de Pesquisa" e "Blogs Independentes" que possam replicar o discurso oficial de um partido político, capaz de influenciar diretamente a construção argumentativa de seus militantes, que por sua vez repassam esse conteúdo adiante para seus amigos e familiares.
     E o discurso agora é: - Lula preso será um golpe contra as eleições de 2018. "Imprensa", "Institutos de Pesquisa" e "Formadores de Opinião" confirmam isso. Dureza, não?
     Sabe o pior? No país da malandragem, não falta otário para cair nesse esquema ponzi de falsificação da opinião pública.




MARCOS COIMBRA.




PALADINOS das CAUSAS MINORITÁRIAS.

     Por Marcos Coimbra — publicado 17/11/2017 00h30m, última modificação 15/11/2017 17h03m. - Agência Brasil/Fabio Rodrigues.

    

     Grave é que a OJERIZA a Lula e ao PT tenha sido assumida por JUÍZES, PROMOTORES e DELEGADOS, diante da inércia de quem haveria de contê-los
     O ano está terminando e as eleições presidenciais ficam cada vez mais próximas. Daqui a apenas 11 meses, teremos um novo Presidente da República.
     Comparado a momentos semelhantes vividos nas últimas décadas, este é o mais incerto. Não pela dúvida a respeito de quem vai ganhar a eleição, pois, a 11 meses do pleito, ninguém apostava, por exemplo, que Fernando Collor venceria em 1989 ou que, em 1994, Fernando Henrique Cardoso nem sequer seria candidato.
     O que torna especialmente confuso o panorama não é a dificuldade de antecipar o comportamento dos eleitores em outubro próximo. Isso é próprio da democracia e ocorre em todo o mundo.
     Nosso problema é mais sério: - Nunca houve uma eleição brasileira em que, a menos de um ano, ainda estivéssemos sem saber se o principal candidato poderia disputá-la.
     Contrariando o desejo da maioria, que quer que Lula tenha o direito de concorrer, existe um segmento minoritário da sociedade, atavicamente hostil ao petista, obcecado em excluí-lo.
     Quase todas são pessoas para quem não importam acusações específicas, novas ou antigas, pois já o julgaram e condenaram em seus tribunais privados.
     Em si, esse não é o problema, pois também faz parte da democracia que políticos como Lula enfrentem resistências na opinião pública, que podem ser profundas e até irracionais.
     Ninguém vem de onde veio e faz o que fez sem provocar a reação dos contrários à mudança.  
     Getúlio, Juscelino e Jango foram igualmente atacados e insultados, até com as mesmas palavras.
     O grave é que o inconformismo dessa minoria foi assumido por um GRUPO de JUÍZES, PROMOTORES e DELEGADOS que resolveu extrapolar seu papel, ignorar o que dizem as leis e se tornar protagonistas.
     Diante da inércia dos que deveriam dirigi-los, puseram-se à caça do ex-presidente com o intuito de excluí-lo da eleição.
     Depois do Abuso do Impeachment de Dilma Rousseff e de sua substituição por um cidadão como Michel Temer, criou-se tal anomia institucional que as movimentações desse grupo passam incólumes.  
     Enquanto continuarem a fazer o que lhes dá na veneta, ninguém saberá dizer como será a próxima eleição.  
     Do ponto de vista dos sentimentos do eleitorado, 2017 não foi, como era previsível, um bom ano para nenhum dos possíveis candidatos ligados ao Condomínio que derrubou Dilma, com seus braços no sistema político, nos Oligopólios da Mídia, no empresariado e na sociedade.
     Extraordinário é que só agora, no fim do ano, estejam se dando conta da precariedade da aventura em que se meteram.
     A incompetência das Elites Conservadoras Brasileiras é proverbial, mas elas se superaram desta feita.
     Fantasiaram que, depondo Dilma e inventando a narrativa da “maior corrupção de todos os tempos” contra Lula e o PT, a sociedade correria a apoiar sua “agenda de mudanças”, quase toda constituída por propostas regressivas e antipopulares.
     Confiaram essa agenda a um Presidente Ilegítimo e Desqualificado, cercado por um grupo que há muito os eleitores conheciam e a respeito do qual não podiam ter ilusões.
     Permanecem à espera da “melhora das expectativas econômicas”, adiada para um horizonte cada vez mais longínquo.
     A saída de Dilma não melhorou a vida do povo, a tese da “maior corrupção” foi soterrada pelas evidências dos ilícitos praticados pelos arquitetos do golpe, a agenda empacou e as expectativas pioraram.
     Não é surpresa que todos os nomes nem sequer remotamente ligados a esses fracassos tenham baixa intenção de voto.
     Nas últimas pesquisas, nenhum dos pré-candidatos do PSDB passa de 1% nas respostas espontâneas ou de 7% no voto estimulado, algo que nunca havia acontecido antes.
     O antipetismo, a verdadeira bandeira do PSDB nos últimos anos, foi empunhado por alguém de fora, astuto o bastante para manter-se longe do governo ao qual as lideranças peessedebistas aderiram alegremente.
     Jair Bolsonaro é o novo rosto dessa animosidade, aquilo que restava aos tucanos depois que a imagem de seriedade e proficiência, que chegaram a possuir para muitas pessoas, foi para o espaço.
     Lula é Lula. A maioria dos brasileiros gosta dele e o admira, depois de refletir a seu respeito, sopesar acertos e erros, e chegar a uma conclusão racional. É o grande favorito a vencer a eleição e pode consertar os despropósitos dos últimos anos.
     Para o futuro da democracia, o problema é haver uma casta de burocratas inconformados, paladinos de causas minoritárias


     Observação do escriba: - No início da década de 90, o pai, nababescamente,  usufruía do Governo de Fernandinho do Pó. O filho, MARCOS COIMBRA, nos dias atuais, usufrui do Governo dos PETRALHAS. Pai e filho usufruíram de um contumaz USUÁRIO de DROGAS. Hoje, o filho, MARCOS COIMBRA, apoia uma QUADRILHA de LADRÕES.





VOX POPULI.



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     O Vox Populi é uma empresa brasileira especializada em Pesquisas de Opinião. A empresa foi fundada em fevereiro de 1984 e tem sede em Belo Horizonte, Minas Gerais.
     Está entre as dez maiores empresas especializada em pesquisas do país, e realiza pesquisas para clientes políticos, da mídia e privados.
     A empresa cobre desde 1988, as eleições estaduais, municipais e presidenciais do país, tornando-se referência em pesquisas de opinião.
     Recentemente, filiou-se à revista Carta Capital e à Emissora de Televisão Bandeirantes para realizar pesquisas sobre temas sociais a serem divulgadas nesses veículos de comunicação.
     A apenas 05 dias das eleições de 2010, um dirigente do Instituto, MARCOS COIMBRA, afirmou em entrevista que Dilma Rousseff provavelmente venceria as eleições no primeiro turno.
     Concordando com a estimativa de Coimbra, o jornalista Paulo Henrique Amorim comentou:
“Coimbra joga a credibilidade de seu passado profissional e a integridade de sua empresa nessa afirmação: - Dilma venceria no primeiro turno”.

     No entanto, as apurações definiram o segundo turno, contrariando assim as previsões do sociólogo.
     Estudos posteriores demonstraram que eventos e mensagens de campanha nos dias que antecederam a votação foram capazes de provocar uma pequena, decisiva mudança nas intenções de voto e no comportamento eleitoral.


     Observação do escriba: - Na Wikipédia estão disponíveis apenas três referências sobre o assunto.



CATEGORIA:



Institutos de Estatística.



     Esta página foi editada pela última vez às 23h29min de 10 de dezembro de 2017.


Observações do escriba:



     1ª – O atual Dono do Instituto Vox Populi, MARCOS COIMBRA é realmente filho do então Embaixador MARCOS ANTÔNIO de SALVO COIMBRA (falecido em 2013).

     2ª – Sendo um Embaixador, e, além disto, tendo casado em segunda núpcias com uma irmã de Collor (Ledinha Collor), certamente ele sabia muito da vida pessoal do Presidente, inclusive do seu passado.

     3ª – A secretária do Embaixador, ELIZABETH LUPORINI, era casada com o advogado carioca ALLAN MIHAI FAURU (citado na Revista VEJA) que conheceu Fernando Collor de Mello na sua Juventude no Rio de Janeiro, eram amigos íntimos, e até compadres de casamento.

     4ª – Posteriormente, o advogado ALLAN MIHAI FAURU foi morar em Maceió, e lá se envolveu com o Tráfico de Drogas.    

     5ª – Através da Secretária ELIZABETH LUPORINI (esposa de ALLAN), o então Embaixador poderia ter acesso a mais informações sobre a vida pregressa de Fernando Collor.    

     6ª – Na entrevista à Revista Veja em maio de 1992, Pedro Collor afirma que usou COCAÍNA e LSD entre 1968 e 1970. E, acrescenta ainda, que foi o seu irmão Fernando que o introduziu no mundo das DROGAS.

     7ª – Em 1993, numa entrevista ao Jornal do Brasil (JB), Pedro Collor diz que Fernando Collor aplicou-lhe HEROÍNA, quando ele tinha apenas 13 anos de idade. Como Pedro Collor nasceu em 1952, o fato deve ter acontecido em 1965. Na época, Fernando Collor já devia ser usuário de DROGAS e tinha aproximadamente 16 anos de idade.    





O CASO ANA LÍDIA (1973).



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     O caso Ana Lídia refere-se ao assassinato de Ana Lídia Braga, um crime cometido no Brasil na década de 1970.
    A família de Ana Lídia morava na SQN 405, Bloco O, da Asa Norte em Brasília. Tinha 07 anos quando a sequestraram do Colégio Madre Carmen Sallés, onde foi deixada por um amigo dos pais às 13h30m de 11 de setembro de 1973.
     A menina foi torturada, morta por asfixia e estuprada, morte que, segundo os peritos que analisaram seu corpo, teria ocorrido na madrugada do dia seguinte.
     Seu corpo foi encontrado por policiais, num terreno da UnB, às 13h de 12 de setembro.
     O corpo estava semi-enterrado numa vala, próxima à qual havia marcas de pneus de moto, e 02 camisinhas, indícios que, com facilidade poderiam levar os investigadores aos culpados da atrocidade.
     A menina estava nua, com marcas de cigarro e com os cabelos mal cortados.




FILHOS de POLÍTICOS SUSPEITOS.



     Os suspeitos do crime foram o próprio irmão, Álvaro Henrique Braga (que, junto à namorada, Gilma Varela de Albuquerque, teria vendido a menina a Traficantes) e alguns filhos de Políticos e Importantes membros da Sociedade Brasiliense.
     Mas os culpados nunca foram apontados, e o caso Ana Lídia tornou-se mais um símbolo da impunidade durante a ditadura militar.
     As investigações apontaram que Ana Lídia fora levada ao sítio do então Vice-Líder da Arena no Senado, Eurico Resende, em Sobradinho.
     Testemunhas disseram que à noite, Álvaro e a namorada saíram e deixaram a menina com Alfredo Buzaid Júnior (Buzaidinho), Eduardo Ribeiro Resende (Resendinho, filho do senador, dono do sítio) e Raimundo Lacerda Duque, conhecido Traficante de Drogas de Brasília.
     Quando voltaram ao sítio, encontraram Ana Lídia morta. Como o principal suspeito era o filho do então Ministro da Justiça Alfredo Buzaid, uma grande polêmica formou-se em torno do caso.



CASO ABAFADO pela DITADURA MILITAR.



     Num momento da história nacional em que a ditadura militar controlava as investigações que lhe diziam respeito, não houve rigor nas investigações.
     Houve também uma grande passividade por parte dos próprios familiares de Ana Lídia.
     A força do poder dominante, para sufocar a divulgação do assunto, pode ser medida por um episódio citado por Jávier Godinho em sua obra "A Imprensa Amordaçada".
     Em 20 de maio de 1974, jornais, rádios e estações de televisão do país receberam o seguinte comunicado do Departamento de Polícia Federal:

“De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre caso Ana Lídia e Rosana”. - Polícia Federal.




REABERTURA do PROCESSO.



     Depois de 13 anos da execução do crime, o processo foi reaberto por surgirem novidades sobre o assassinato.
     A repórter Mônica Teixeira, da Vídeo Abril, garantiu ter testemunhas que poderiam provar que o autor do crime era o filho do Ex-Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, e que, apesar da imprensa ter noticiado que ele havia morrido num acidente, dois anos após o crime, Mônica garantiu que ele ainda estava vivo em 1985.
     Mais uma vez, fatos estranhos aconteceram: - Algumas das testemunhas simplesmente morreram após ser intimadas a depor e não foi imediatamente permitida a exumação do corpo, sendo o processo novamente fechado por supostas falta de provas.
     Em 1986, após um ano do pedido inicial, a exumação do corpo de Alfredo Buzaid Júnior foi autorizada.
     Porém, por engano ou descuido da polícia, o corpo exumado foi o de Felício Buzaid, avô do acusado, falecido em 1966.
     Após uma segunda tentativa, um segundo cadáver, supostamente de Alfredo Buzaid Júnior, foi entregue ao IML.
     Por algum motivo não explicado, os dentes do cadáver estavam removidos, impossibilitando o reconhecimento por arcada dentária (não havia testes de DNA à época).
     Mesmo assim, em julho de 1986, o legista José Antônio Mello declarou que o corpo enterrado era realmente de Alfredo Buzaid Júnior.



PARQUE ANA LÍDIA e a MENINA SANTA.



     Até hoje não houve um desfecho para o caso, e ninguém foi punido pelos crimes. Em homenagem à menina, uma região do chamado Parque da Cidade, próximo à entrada do Setor Hoteleiro Sul, em que estão instalados diversos brinquedos, passou a ser denominado Parque Ana Lídia.
    Pelas circunstâncias de seu martírio, seu túmulo é um dos mais visitados no cemitério da cidade, sendo cultuada por devotos que crêem em milagres concedidos pela menina, agora considerada santa.



Observações do escriba:


     1ª - Na Wikipédia estão disponíveis cinco referências e três ligações externas sobre o assunto.

     2ª – Existem alguns comentários (inclusive na INTERNET), que Fernando Collor estaria envolvido na morte de Ana Lídia. Outros comentários dizem que Fernando Collor era apenas amigo de alguns dos principais suspeitos.

     3ª - O problema é que, além de ser amigo de filhos de Políticos Importantes de Brasília envolvidos no crime, com certeza, na época (1973), Fernando Collor já era usuário de DROGAS.

     4ª – Pessoalmente, não acredito que ele esteja envolvido com a morte da menina. O poderoso Roberto Marinho poderia até cuidar dos seus “comunistas”. Porém, não acredito que ele apoiasse um monstro à Presidência da República. O CASO ANA LÍDIA, depois de 44 anos, continua envolvido numa misteriosa impunidade. VOX POPULI? Nada a ver! “Criança Esperança”? Pior ainda...




LIGAÇÕES EXTERNAS.




Suspeitos.
Sobre o Caso Ana Lídia.
1973 - O Crime que Chocou Brasília.



CATEGORIAS:


Assassinatos de Crianças.
Crimes no Brasil.
1973 no Brasil.
História de Brasília.


     Esta página foi editada pela última vez às 14h02min de 11 de dezembro de 2017.





     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE (Ex-PAÍS do FORRÓ e futuro “PAÍS da BOMBA ATÔMICA”), localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.




Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.



    
     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – Wikipédia. (3) - OUTRAS FONTES.


jorge martins
Enviado por jorge martins em 24/01/2018
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