Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... "Nasce" a IURD (1977, "Compram" a RECORD (1989), COLLOR é ELEITO (1989), O CONFISCO (1990), A "Santa" COCAÍNA (1991*), EDIR é PRESO (1992), COLLOR Cai (1992), DECADÊNCIA! (1995**). E a IURD o que tem a ver com isto? (III).






A LIBERDADE... “Nasce” a IURD (1977), “Compram” a RECORD (1989), COLLOR é ELEITO (1989), O CONFISCO (1990), A “Santa” COCAÍNA (1991*), EDIR é PRESO (1992), COLLOR Cai (1992), DECADÊNCIA! (1995**). E a IURD o que tem a ver com isto? – (III).




FERNANDO COLLOR de MELLO – (III) - 3ª parte.




LILIBETH MONTEIRO de CARVALHO.


     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     Celi Elisabete Júlia Monteiro de Carvalho (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1957 – 60 anos), também conhecida como Lilibeth Monteiro de Carvalho, é uma Empresária Brasileira.
     Ela é a vice-presidente do Grupo Monteiro Aranha, e Membro do Conselho de Administração.
     Também exerce o cargo de Diretora Vice-Presidente da Monteiro Aranha Participações S.A.



BIOGRAFIA.



     Filha mais jovem de Joaquim Monteiro de Carvalho e de Eva Bergjot Bugge, Lilibeth casou-se, em 1975, com Fernando Affonso Collor de Mello, que se tornaria Presidente do Brasil em 1990.
     Eles tiveram dois filhos, Arnon Affonso e Joaquim Pedro.
     Divorciaram-se no início da década de 1980. Seu segundo marido foi o Banqueiro Aldo Floris, com quem teve um filho, Sérgio. Lilibeth também adotou uma filha, Constança.
     Seu terceiro marido foi o Cineasta Euclydes Marinho. Em 2004, Lilibeth Monteiro de Carvalho casou-se com o Ex-Modelo Walter Rosa.
     Tiveram uma filha, Nina Rosa, em 2005, gerada na Clínica de Roger Abdelmassih.



     Observação do escriba: - O criminoso Roger Abdelmassih é aquele médico protegido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), condenado a mais de 200 anos de prisão e que continua livre, leve e solto.




APENAS TRÊS REFERÊNCIAS.



     01 - «Grupo Monteiro Aranha S.A». www.monteiroaranha.com.br. Consultado em 24 de março de 2017.

     02 - Clarissa Monteagudo (28 de março de 2005). «O bebê de Lilibeth». Isto É Gente, edição 293. Consultado em 1º de abril de 2016.

     03 - Joyce Pascowitch (14 de março de 2005). «Baby boom». Revista Época Edição 356. Consultado em 1º de abril de 2016.





CATEGORIAS:






• Nascidos em 1957.
• Empresários do Rio de Janeiro.
• Socialites do Rio de Janeiro.
• Fernando Collor de Mello.
• Naturais do Rio de Janeiro (cidade).
• Brasileiros de ascendência portuguesa.
• Família Collor de Mello.
• Família Monteiro de Carvalho.


     Esta página foi editada pela última vez às 18h21min de 29 de setembro de 2017.







GRUPO MONTEIRO ARANHA.



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     O Grupo Monteiro Aranha é um grupo empresarial brasileiro do Estado do Rio de Janeiro, especializado em Investimentos.



HISTÓRIA.



     Foi fundada por Alberto Monteiro de Carvalho e Silva e Olavo Egídio de Sousa Aranha Júnior.
     A empresa é de propriedade de uma família tradicional do Rio de Janeiro: - os MONTEIRO de CARVALHO, sua fundadora juntamente com uma nobre e tradicional família do sul e sudeste brasileiro: - os SOUSA ARANHA.
     Em 1982, após um familiar vender sua posição de 20%, seguida de recompra pela família de metade daquelas ações, o Grupo Bradesco, um sucessor da Atlântica Seguros, tornou-se acionista do grupo, posição que mantém até hoje.
     O Presidente do Conselho de Administração é Olavo Egydio Monteiro de Carvalho e o Presidente Executivo é Sérgio Alberto Monteiro de Carvalho.



NEGÓCIOS.



     Atualmente o grupo é acionista da Klabin e do grupo Ultra. Em 2011 deixou de ser acionista da Cisper aonde mantinha uma participação de 20% do capital.
     O Grupo tem suas ações negociadas na BOVESPA.



APENAS TRÊS REFERÊNCIAS.



     01 - «Monteiro Aranha de volta às origens». Isto É Dinheiro. 23 de julho de 2010. Consultado em 09 de janeiro de 2018.


     02 - André Vieira (30 de maio de 2011). «Monteiro Aranha vende a sua fatia na Cisper». Economia IG. Consultado em 09 de janeiro de 2018.


     03 - «MONTEIRO ARANHA S.A.». BOVESPA. 09 de janeiro de 2018. Consultado em 09 de janeiro de 2018.




CATEGORIA:



     - Grupo Monteiro Aranha.


     Esta página foi editada pela última vez às 03h46min de 17 de janeiro de 2018.






JOAQUIM MONTEIRO de CARVALHO.



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     Joaquim Monteiro de Carvalho, o Baby (Rio de Janeiro, 1913 - Rio, 1º de outubro de 2008 - 95 anos), foi um Engenheiro, Empresário e Playboy Brasileiro.



FAMÍLIA e VIDA PRIVADA.



     Baby é fruto do casamento de Alberto Monteiro de Carvalho e Silva, engenheiro e arquiteto, com Beatriz de Souza Castro.
     Em 1919, ele fundou com o amigo de infância Olavo Egydio de Souza Aranha Jr. a "Monteiro Aranha Engenharia", início do que viria a se tornar o Grupo Monteiro Aranha.
     É comum nas altas rodas a ideia de que Beatriz dividia a cama com ambos os sócios.
     Em 13 de agosto de 1923 conhecera, na festa de inauguração do Copacabana Palace (o "Copa") Jorginho Guinle, também futuro playboy e então com sete anos, de quem seria amigo por toda a vida.
     Mais tarde combinaram que se um dos dois ficasse pobre o outro ajudaria - e Baby cumpriu a promessa, quando o amigo perdeu a fortuna.
     Juntos frequentaram o jet set mundial. Baby foi um grande apreciador do esporte e da boa culinária.
     Do casamento nasceram Joaquim e Alberto que, na década de 1940, casara-se com a marquesa de Salamanca, a espanhola Maria de Lourdes de Salamanca y Caro, com quem foi pai do empresário Olavo Egydio Monteiro de Carvalho.
     Com a morte prematura do irmão, e a volta da viúva para a Europa, o sobrinho passara a conviver com os cinco filhos que Baby tivera com a mulher, Evinha - Astrid, Sergio Alberto, Ana Maria, Joaquim Álvaro e Celi Elisabete Júlia (conhecida como Lilibeth).
     Sua filha Lilibeth fora casada entre 1975 e 1981 com aquele que viria a ser o primeiro Presidente do Brasil a sofrer Impeachment, Fernando Collor de Mello, com quem teve dois filhos - Arnon Affonso e Joaquim Pedro - uma união que mereceu uma das maiores festas até então vistas no Rio de Janeiro, mas que viria a terminar, por ele tê-la surrado de forma tão violenta, que ela permanecera parcialmente surda por algum tempo.
     Após a separação ela adotou uma filha, Constança, e viria a se casar mais três vezes.
     Numa dessas, com o banqueiro Aldo Floris teve mais um filho, Sérgio.
     Sua última união foi com o modelo negro Walter Rosa, com quem aos 47 anos e por meio de fertilização in vitro, teria mais uma filha, Nina.
     O sobrinho Olavo, marquês de Salamanca, ao lado do talento empresarial também ganhou reputação pelas grandes festas, uma das quais, foi onde o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger engravidara a então modelo LUCIANA GIMENEZ.    
     Em 2006, sua neta Astrid, filha de Sergio Alberto, protagonizou um grande escândalo na Alta Sociedade Carioca.
     Ela já fora casada com o jogador de vôlei Guilherme Luiz Marques, tivera um conturbado relacionamento de dois anos com o apresentador LUCIANO HUCK (que a abandonara para ficar com ANGÉLICA) e, finalmente, se casara com Marcos Campos.
     Durante a união nasceu o filho Antonio que, naquele ano, ela revelou que o pai era na verdade o milionário Alexandre Accioly.




AMANTE e FILHA EXTRACONJUGAL.



     Valéria Braga, uma comerciante de arte casada, teria por mais de três décadas mantido um romance com Baby e, com ele, tivera em 1972 uma filha - Alessandra Rabello.
     Em maio de 2000 tornou-se público que a filha entrara em São Paulo, com uma ação de investigação de paternidade contra o pai, então com 87 anos.
     Até o ano anterior ela acreditava ser filha do empresário Marco Paulo Rabello de quem a mãe se separara após seu nascimento.
     Baby, que continuava até então a manter um relacionamento com as duas, tratando a filha como se fosse uma neta, distanciou-se delas, e sequer concordou com a realização de um exame de DNA - o que foi recebido pela justiça como uma confissão - e assim determinando o reconhecimento da paternidade.




FORMAÇÃO e ATIVIDADE EMPRESARIAL.



     Baby formou-se em Engenharia na Suíça (Zurique). Foi vice-presidente do conselho de administração do grupo fundado pelo pai.
     Investiu na criação da Klabin, entrando assim para o ramo de Papel e Celulose.
     Participou da criação da Indústria Petroquímica no Brasil e, no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi um dos responsáveis pela vinda da Volkswagen ao país.
     Junto à Owens-Illinois a família havia criado a Cisper (Companhia Industrial São Paulo e Rio), que administrou até tornar-se a maior empresa da América Latina na produção de Embalagens de Vidro.
     Junto ao conde Frederic Chandon, da Moët & Chandon, fundou em 1973 no Rio Grande do Sul a Vinícola Chandon, situada na cidade de Garibaldi.



MORTE.



     Internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul da capital carioca, em 15 de setembro de 2008, Baby veio a falecer aos 95 anos de Falência Múltipla dos Órgãos, quinze dias depois.
     Foi velado na residência em que passou toda a vida, uma casa em Santa Teresa, de onde o corpo seguiu, às 11h de 02 de outubro, para o Túmulo da Família no Cemitério São João Batista.



     Observação do escriba: - Na Wikipédia estão disponíveis apenas cinco referências sobre Joaquim Monteiro de Carvalho.




ALGUMAS REFERÊNCIAS CURIOSAS.




     01 - Valmir Moratelli (Outubro de 2006). «Confusão na alta roda». Quem (revista), ed. 318. Consultado em 1º de abril de 2016.

     02 - S.A. (23 de julho de 2003). «A arte de gastar dinheiro». Isto É Dinheiro. Consultado em 22 de fevereiro de 2016.

     03 - Bruno Astuto (16 de fevereiro de 2016). «O centenário de Jorginho Guinle, o playboy carioca de muitas histórias». GQ Brasil. Consultado em 29 de fevereiro de 2016.




CATEGORIAS:



• Mortos em 2008.
• Naturais do Rio de Janeiro (cidade).
• Empresários do Rio de Janeiro.
• Engenheiros do Rio de Janeiro.
• Pessoas do Grupo Monteiro Aranha.
• Mortes por Falência Múltipla dos Órgãos.
• Socialites do Rio de Janeiro.


     Esta página foi editada pela última vez às 17h21min de 27 de dezembro de 2017.






O BANQUEIRO ALDO FLORIS.



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



     Aldo Floris (14 de janeiro de 1949) em Serramanna é um investidor e ex-banqueiro italiano naturalizado brasileiro.
     Foi dono do Banco Liberal, mas o vendeu para o Bank of America.
     Hoje, Floris é um dos sócios da Rio Minas Energia (RME).
     Ele mudou-se para o Brasil na década de 1970 e foi casado com a Socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, com quem teve um filho.



     Observação do escriba: - Na Wikipédia existe apenas uma referência sobre o Banqueiro Aldo Floris.



    
CATEGORIAS:





• Nascidos em 1949.
• Empresários do Brasil.
• Empresários da Itália.
• Brasileiros de ascendência italiana.
• Banqueiros do Brasil.
• Cidadãos naturalizados do Brasil.



     Esta página foi editada pela última vez às 18h44min de 02 de julho de 2017.




DE VOLTA ao PODER.


     13.10.00 - 08h00m. - Atualizado em 01.12.16 - 06h29m.



     A entrada dos gigantes do mercado financeiro internacional no País deixou próxima da extinção a espécie dos banqueiros de investimento brasileiros.
     Um deles, porém, vendeu o controle de sua instituição financeira já há dois anos e agora está mais banqueiro do que nunca. Aldo Floris, o homem que controlava o pequeno Banco Liberal, no Rio, virou de uma hora para outra o chairman do Bank of America no Brasil.
     Sob seu comando, Floris terá agora, além do próprio Liberal, o antigo Multibanco, de São Paulo, instituição que o conglomerado americano já controlava integralmente muito antes de pensar em pôr os pés no Rio.
     Em termos de poder, o banqueiro não tem do que se queixar de seu novo status após a entrada dos americanos: - O seu antigo banco, uma típica instituição de tesouraria e fundos de investimento, que tinha ativos totais de R$ 500 milhões há dois anos, já ultrapassa a casa de R$ 1,5 bilhão desde o início do ano.
     Com o Multibanco também debaixo de seu comando, Floris passou a ter presença importante em um mercado que o Liberal nunca explorou: - O de crédito para grandes empresas.
     O anúncio da nova estrutura dos negócios do conglomerado no Brasil, na semana passada, premiou o banqueiro por acreditar em uma estratégia que quase todos os grupos estrangeiros anunciam ao fazer uma aquisição no País, mas, na hora de tirar do papel, esquecem: - A de apostar em executivos locais para tocar o negócio.
     Para efeitos legais, Liberal e Multibanco serão ainda dois bancos independentes, Bank of America-Liberal, no Rio, e Bank of America-Brasil, em São Paulo.
     Mas estarão ambos sob o comando direto de uma única holding e sob o comando de Floris.
     A hierarquia do grupo criou um daqueles típicos cargos pomposos de banco americano para abrigá-lo, o de senior banking executive no País.
     Floris e os sócios que o acompanham desde os tempos de independência do Liberal, como o ex-presidente do Banco Central Antônio Carlos Lemgruber, ainda têm 30% do Liberal.
     Depois de impulsionar um salto nos ativos do Liberal, o Bank of America quer agora pôr a corretora de valores do banco entre as maiores do País.
     O grupo surpreendeu ao contratar de uma só tacada uma leva de dez funcionários da Capital Market, corretora que também vinha tentando ganhar tamanho rapidamente no mercado e que havia contratado das concorrentes os profissionais com acesso aos maiores clientes do País.
     O mercado ficou surpreso. Está todo mundo agora de olho na Liberal, conta um corretor concorrente.





UM BURACO no COFRE do BANK of AMÉRICA.


     05.10.01 - 07h00m. - Atualizado em 03.12.16 - 20h44m.


     Reviravoltas e desencontros não são surpresas em histórias de divórcio.
     Mas alguns casos vão longe demais. O gigantesco Bank of America, o segundo maior dos Estados Unidos, e seus antigos sócios no Banco Liberal, os banqueiros Aldo Floris, Antônio Carlos Lemgruber e Lauro de Luca, chegaram a ensaiar um fim amigável para a sociedade que os uniu no banco de investimento carioca.
     Mas a paz só durou até que um dos lados descobrisse a vida secreta que o parceiro levava, nos últimos anos do matrimônio.
     Quando os sócios brasileiros venderam sua parte de 30% e deixaram o Liberal, no início de agosto, os auditores do Bank of America fizeram uma verificação de rotina nas contas do banco. Levaram um susto.
     À primeira vista, a auditoria identificou um desfalque na casa dos US$ 30 milhões, o que, traduzido para moeda nacional, significa quase R$ 80 milhões.
     Passadas algumas semanas, descobriu-se que o buraco total era ainda maior. Haviam desaparecido cerca de US$ 50 milhões.

    

CONTAS de LARANJAS?


     As digitais encontradas nas operações suspeitas apontaram inicialmente para Lemgruber, economista célebre por ter presidido o Banco Central no governo Sarney.
     Floris e Luca, inicialmente poupados, não tardaram a entrar na linha de tiro dos investigadores.
     Depois de dois meses de trabalho, técnicos e executivos do Bank of America estão convencidos de que, no banco então comandado de perto por Floris, sócio nenhum teria como deixar tanto dinheiro se esvair sem que o outro se desse conta.
     Agora, estão todos sob suspeita. Procurados por DINHEIRO, Lemgruber, Floris e Luca preferiram não se manifestar.
     O presidente do Bank of America, Ian Dubugras, também declarou através de sua assessoria que não se manifestará sobre o assunto.
     Fontes que acompanharam as investigações explicam que Lemgruber foi o primeiro suspeito porque era o responsável pela área internacional.
     O desfalque aconteceu através de transferências de dinheiro de contas do Liberal Bank uma empresa das Bahamas que pertencia ao Bank of America, mas que servia como veículo para o Liberal trazer dinheiro de investidores estrangeiros para o Brasil.
     As contas do esquema, em nome de laranjas, ficavam no vermelho por algum tempo, mas depois eram cobertas com o uso de CDBs de outros bancos do Caribe.
     O detalhe é que os papéis, com números e timbres das supostas instituições emissoras, eram falsos.



TÍTULOS FALSIFICADOS.


     Transações assim foram feitas às centenas entre meados de 1999 e julho de 2001, época em que o Bank of America já controlava o capital do Liberal, mas ainda não tinha a gestão do banco (os americanos entraram como sócios em 1997).
     Os auditores deram com o rombo e encontraram a assinatura de Lemgruber nas autorizações para a maior parte das operações.
     O que eles não conseguiram achar foi uma boa explicação para que tamanho estrago passasse tanto tempo despercebido pelos controles do banco e, sobretudo, sem
que Lemgruber jamais fosse incomodado por Aldo Floris, que,
além de ter a maior participação acionária dentre os brasileiros,
era também o presidente.
     O poder de Floris dentro do Liberal, segundo executivos que conheciam a casa, era total e ele fazia questão de exercê-lo em todas as áreas da instituição.
     O banco era gerenciado com mão de ferro, sublinha uma fonte do grupo americano.
     Era como uma empresa familiar. Ele tinha contratos que lhe garantiam autonomia enquanto o controle não fosse todo passado para o Bank of America. Fácil de entender.
     Floris comprou, ele mesmo, a antiga corretora Liberal, nos anos 70, transformou-a em banco de investimento, em 1990, e negociou com a instituição americana a lenta transição em seu controle, completada em julho.
     Estar no banco sem ter as rédeas era impensável para ele. Foi ele quem levou Lauro de Luca, em 1989, e depois Lemgruber, em 1992, como parceiros minoritários.



CHÁ de SUMIÇO.


     Quando os três se preparavam para deixar o banco chegaram a cogitar a montagem de um novo negócio, juntos.
     Dois meses antes, porém, Lemgruber decidiu permanecer no banco. Seus ex-colegas montaram um escritório de negócios, onde compram e vendem participações em empresas e gerenciam a participação que Floris tem no controle da Vale do Rio Doce.
     Lemgruber ficou até 21 de agosto, quando os auditores do Bank of America convocaram uma reunião com Floris e Luca e relataram suas descobertas.
     Daí para frente os três ex-sócios, depois de quase dez anos de convivência diária, se tornaram inimigos não declarados.
     Nunca mais se falaram, mas não foi necessário. Nos contatos que eles e seus advogados mantêm com a equipe de auditoria, eles se acusam abertamente.
     Um aponta o dedo para o outro, diz um executivo que acompanha o processo.
     Num coquetel na semana passada, Floris comentou a amigos que pretendia pôr Lemgruber na cadeia.
     As acusações mútuas serviram para ampliar a área de alcance das investigações.
     Os auditores, com o apoio de um dos escritórios de advocacia com mais prestígio no mercado internacional, o Shearman & Sterling, de Nova York, já encontraram indícios de irregularidades em outras operações além das contas fraudadas nas Bahamas.
     As investigações parecem próximas do fim. Deverão estar concluídas até o fim do mês.
     O Banco Central do Brasil e o FED, seu equivalente nos Estados Unidos, foram informados das suspeitas e aguardam resultados.
     O Ministério Público anunciou, ainda na semana passada, que vai abrir inquérito sobre as denúncias.
     Mesmo antes, porém, a vida de Lemgruber, o mais atingido, já entrou em pane. Apaixonado por cavalos, o ex-banqueiro começou a evitar as cocheiras de sua equipe de corrida, o Stud Rio Aventura, no Jockey Club Brasileiro, no Rio.
     Decidiu leiloar 80 de seus 150 animais e trocar a agitação social das corridas pela pacata criação de cavalos em um haras que arrendou em Bagé, no Rio Grande do Sul.
     Sua ausência é o assunto das últimas semanas no Jockey, onde ele freqüentava o Círculo dos Banqueiros com Júlio Bozano e José Carlos Fragoso Pires e consagrou-se por três vezes como dono da equipe campeã da temporada.


    
Observações do escriba:


     1ª - Fernando Collor de Mello passou a maior parte de sua infância e juventude entre Maceió, Rio de Janeiro e Brasília.

     2ª – Fernando Collor concluiu o curso secundário em Brasília, quando, na época, estava com aproximadamente 20 anos de idade.

     3ª – O pai de Fernando Collor de Mello, Arnon de Mello, foi senador da república em 1962, 1970 e 1978, residindo boa parte do tempo em Brasília. Foi Senador durante 24 anos. Em 1964, Arnon de Mello comprou a Mansão “Casa da Dinda”, que fica na “Região dos Lagos” em Brasília.

     4ª – Entre 1975 e 1981 Fernando Collor teve um casamento conturbado com a Socialite Carioca Lilibeth Monteiro de Carvalho. No dia do casamento ele tinha 26 anos e ela apenas 18 anos de idade.    

     5ª – Em 1984, Fernando Collor, com 35 anos e Rosane Brandão Malta com apenas 21 anos de idade, casaram-se. O casamento continuou até 2005, quando ocorreu o divórcio.

     6ª – A sua eleição à Presidência da República em 1989, teve o apoio intenso da chamada Grande Mídia Nacional, capitaneada pela Rede Globo de Televisão. Também contou com o apoio (interesseiro) do “Bispo” Edir Macedo, através da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e de seus fiéis e alienados seguidores.

     7ª – Em 1989, aqui em Sergipe, Collor teve o apoio incondicional do líder político e então Senador Albano Franco, proprietário da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo.    

     8ª – Fernando Collor fazia parte da alta sociedade alagoana, brasiliense e carioca, tendo amizade estreita com grandes usineiros, latifundiários, empresários, investidores, banqueiros e playboys endinheirados. Em 1989, ele foi realmente um “Candidato das Elites”.





ROSANE COLLOR de MELLO.



     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




     Rosane Brandão Malta (Rosane Collor de Mello, quando era casada com Fernando Collor) (Canapi, 21 de outubro de 1963 – 54 anos) foi a primeira-dama do Brasil durante a presidência de seu ex-marido Fernando Collor de Mello.




FAMÍLIA e CASAMENTO.



     Rosane Brandão Malta nasceu em uma família política que exercia influência em modestos municípios do sertão de Alagoas, como Canapi (onde nasceu), Mata Grande e Inhapi.
     É filha de João Alvino Malta e de sua esposa, Rosita Brandão. Seu tio-avô, Euclides Malta, foi Governador de Alagoas por dois mandatos.
     Seu irmão, Joãozinho Malta, já foi preso por tráfico de drogas e acusado de assassinato.
     Aos dez anos, mudou-se para Maceió, onde estudou em um Colégio de Freiras, o Colégio Santíssimo Sacramento. Rosane possui ainda um diploma em Administração de Empresas. Religião – Católica inicialmente e depois Protestante.
     Antes de conhecer Collor, ela trabalhou como recepcionista da seção alagoana da Legião Brasileira de Assistência, fundada por Darci Vargas.
     O casamento deles, em 1984, após dois anos de namoro, significou uma aliança entre dois grupos oligárquicos alagoanos, embora a família Collor tivesse mais influência política.
     Na intimidade o casal se apelidava carinhosamente de Guidu e Quinha.
     Fernando já havia sido casado anteriormente com a Socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, com quem teve dois filhos. Também teve um filho com sua ex-amante Juceneide Braz da Silva, em 1980.
     Após o casamento, Rosane tentou ter filhos, mas não estava conseguindo. Após alguns anos de tratamento de fertilização, conseguiu engravidar, mas aos três meses de gestação, sofreu um aborto espontâneo.
     Após isso, entrou em depressão, e por mais de dez anos continuou em tratamento para engravidar, sem sucesso, o que lhe causou diversos abalos emocionais.



PRIMEIRA-DAMA (1990-1992).



     Em março de 1990, Rosane, aos vinte e seis anos de idade, tornou-se Primeira-Dama do Brasil. Assumiu então a presidência da Legião Brasileira de Assistência (LBA).
     Contudo, Fernando Collor queria que sua esposa deixasse o cargo de presidente da LBA ou limitasse sua gerência.
     Quando o Jornal do Brasil conseguiu acesso ao sistema de contabilidade do governo, foi descoberto um desvio de Dinheiro da LBA em favor de familiares de Rosane, os Malta.
     Apesar de a notícia não ter abalado a relação do presidente com o público, ela provocou a saída de Rosane da entidade em 1991.
     Houve uma compra superfaturada de leite pela LBA. O irmão mais velho de Rosane, Pompílio, teria recebido 59 milhões de cruzeiros da entidade para fornecer água em carros-pipas no combate à seca em Canapi, o que jamais aconteceu.
     Além disso, cerca de ₢ 35 milhões foram destinados para combater a seca em Mata Grande, entregues à Construtora Malta, cuja dona era uma prima da primeira-dama.
     Os momentos de crise matrimonial dos Collor ficaram claros quando o presidente começou a aparecer em público sem sua aliança de casamento.
     Vaidosa, a primeira-dama Rosane vestia-se à Glorinha Pires Rebelo. Em 1991, ela fretou um avião e voou do Rio de Janeiro para Brasília só para mostrar alguns dos modelitos na Casa da Dinda, o que gerou críticas.
     A 02 de Julho de 1991 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.



APÓS o IMPEACHMENT.



     Em 1995, o casal Collor mudou-se para Miami, Flórida, onde compraram uma casa vizinha à de Julio Iglesias.
     Em 2000, Rosane foi condenada, em primeira instância, por corrupção ativa e passiva durante a sua gestão na presidência da Legião Brasileira de Assistência.
     Todavia, foi absolvida em todos os processos a que respondeu na Justiça. Até hoje ela classifica todas as acusações como "mentiras".



DIVÓRCIO.



     Fernando e Rosane se divorciaram em 2005, depois que o ex-presidente mandou encaixotar os objetos pessoais de Rosane em suas residências em São Paulo, Brasília e Miami.
     Ela também teve seus cartões de crédito e cheques cancelados por Fernando.
     No ano seguinte, Collor casou-se novamente com sua ex-arquiteta, Caroline Medeiros, e teve com ela duas filhas gêmeas.
     Rosane recebe uma pensão de cerca de 18 mil reais de Collor.
     Em dezembro de 2013, foi sentenciado que ela receberá pensão em torno de R$ 20 mil por mais três anos.
     Além da pensão, ela também ficou com mais dois imóveis.



VIDA ATUAL.



     Em abril de 2005, Rosane tornou-se Evangélica e costuma frequentar a igreja duas vezes por semana.  
     Em 2007, iniciou um relacionamento com seu advogado, Alder Flores e está atualmente filiada ao Partido Verde (PV).
     Em 2014, lançou o livro "Tudo o que Vi e Vivi".



     Observação do escriba: - Na Wikipédia estão disponíveis 12 referências sobre Rosane Collor.




ALGUMAS REFERÊNCIAS CURIOSAS.



     01 - «"De Canapi a Brasília, a trajetória de Rosane" - Folha Universal». Folhauniversal.com.br

     02 - «"Cidade de Rosane Collor faz campanha com churrasco" - BBC Brasil» (em inglês). British Broadcasting Corporation.

     03 - «"Irmão de Rosane Collor é preso por Tráfico em Alagoas" - O Estado de S. Paulo». Estadão.com.br

     04 - «"O Impeachment de Rosane" - ISTO É Gente». Terra Networks. Terra.com.br

     05 - «STJ Concede a Rosane Collor Pensão de 20 mil por durante três anos"». Último Segundo. Consultado em 04 de Março de 2014.

     06 - «"Rosane Collor recebe de Pensão de R$ 11,8 mil e fala das relações do ex-presidente com Rituais" - Sertão 24 Horas». Sertao24horas.com.br




CATEGORIAS:



• Nascidos em 1963.
• Fernando Collor de Mello.
• Primeiras-Damas do Brasil.
• Protestantes do Brasil.
• Família Collor de Mello.
• Grã-Cruzes da Ordem Militar de Cristo.
• Naturais de Canapi.
• Esposas de Políticos do Brasil.



     Esta página foi editada pela última vez às 21h34min de 25 de outubro de 2017.



     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE (Ex-PAÍS do FORRÓ e futuro “PAÍS da BOMBA ATÔMICA”), localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Terça-feira, 23 de janeiro de 2018.




Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.



    
     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – Wikipédia. (3) - OUTRAS FONTES.

jorge martins
Enviado por jorge martins em 23/01/2018
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