Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... A VONTADE... "UMA PROTEÍNA ABALA o REINO UNIDO" - 2ª parte do 3º "capítulo".





A LIBERDADE... A VONTADE... “UMA PROTEÍNA ABALA o REINO UNIDO” – 3º “capítulo”.



COMO SURGIU A PROTEÍNA PRÍON? – 2ª parte do 3º “capítulo”



     O uso desse material permitiu o crescimento da EPIDEMIA porque os animais afetados pela doença, eram reciclados para fazer mais FARINHA de CARNE e OSSOS.
     Isto é, os agentes da EEB (que hoje se reconhece ser a MOLÉCULA de PRÍON PATOGÊNICO conhecido como PrPsc) dos primeiros animais doentes, estavam sendo levados de volta para o rebanho sadio através da FARINHA de CARNE e OSSOS em que eram transformados.
     Em consequência, com a FARINHA de CARNE e OSSOS cada vez mais "enriquecida" em Príon PrPsc, cada vez mais, animais estavam adquirindo e morrendo de EEB.
     Cada vez mais a EPIDEMIA de EEB se alastrava, trazendo naquela época – E AINDA HOJE, para algumas pessoas - muitas preocupações em relação à saúde das pessoas e GRANDES PERDAS ECONÔMICAS para a cadeia da carne mundial.



AÇÃO do GOVERNO BRITÂNICO.



     O governo britânico tornou a DOENÇA de NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA em JUNHO de 1988 e proibiu o uso de PROTEÍNA originada de tecidos de ruminantes na alimentação de ruminantes no mês seguinte (HMSO de JULHO de 1988).
     Esta proibição foi relativamente eficaz, pois a incidência da doença começou a declinar em 1993, quando a EPIDEMIA atingiu seu auge.
    

     Observação do escriba: - Relembramos aos leitores que a “Doença da Vaca Louca” – EEB -, entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993 matou 3.500 animais.


     Estes cinco anos de demora foram necessários para que os animais infectados pelo PRÍON apresentassem os sinais da doença (pois como sabemos, o PERÍODO de INCUBAÇÃO das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (TSE) é muito longo).



TANSMISSÃO EXPERIMENTAL.



     Foi demonstrado que apenas um grama de cérebro (em matéria úmida) de um animal com EEB administrado por via oral a outros bovinos era capaz de causar a doença dentro de períodos semelhantes ao da doença natural (após 5 anos de idade).
     Assim, nova ordem governamental proibiu a alimentação de ruminantes com qualquer PROTEÍNA de MAMÍFEROS em ABRIL de 1996 (HSMO 96).
     Pesquisas atuais mostram que apenas 0,1 grama de cérebro (peso úmido) de um animal doente, inoculado por via oral, transmite a EEB para bovinos.
     Para evitar este risco, hoje é proibido o uso de FARINHA de CARNE e OSSOS de qualquer animal de fazenda, inclusive aves, na alimentação de ruminantes.
     Para que uma EPIDEMIA se sustente, é necessário que cada caso atual transmita a doença para pelo menos um outro animal.
     A EPIDEMIA de EEB no Reino Unido vem declinando, ano após ano.
     Não havendo o aparecimento de novos fatores que transmitam o PRÍON, a incidência da EEB deverá se extinguir paulatinamente.
     No entanto, o aparecimento de alguns casos de EEB em animais nascidos após a proibição de 1996 parece evidenciar que pode estar ocorrendo transmissão natural lateral e vertical (isto é, maternal), porém sem força suficiente para manter a EPIDEMIA.
     Observa-se que a idade de início da EEB mudou das faixas de 4 a 5 e de 5 a 6 anos para 7 a 8 anos.
     Mas também observa-se alguns poucos casos nas faixas de 3 a 4 anos em 2002.
     É cedo para afirmar com segurança, mas estes casos podem indicar que a EEB pode se comportar como o scrapie dos ovinos em relação à transmissão vertical.



IMPACTO da EEB no MUNDO.



     Em função de, antes da EPIDEMIA de EEB, o Reino Unido ser um grande exportador de animais para reprodução, e de FARINHA de CARNE e OSSOS, a EEB acabou atingindo sucessivamente outros países.
     Ocorreram mais de 5.068 casos (aproximadamente 2,75% do total mundial de casos) de EEB até DEZEMBRO de 2004, em diversos países no resto do mundo.
     Embora haja poucos casos de EEB em outros países, o aparecimento de um único caso é catastrófico para as exportações do país.
     Epidemiologistas de diversas nações entendem que apenas um caso indica que toda a cadeia de produção do país é instável em relação ao risco dos PRÍONS da EEB alcançarem produtos bovinos como a carne.
     A incidência em relação ao número de animais do rebanho acima de 24 meses dá uma ideia do risco de se importar um animal com BSE de um país.
     Em 1993, na França a incidência relativa foi de 12 e na Alemanha de 8,7 casos por milhão de bovinos acima de 24 meses.
     Em 2003 a incidência relativa da EEB na Grã-Bretanha foi de 130 casos por milhão de bovinos acima de 24 meses (contra 7.596 em 1992, no auge da EPIDEMIA).




A LIGAÇÃO da EEB COM a NOVA VARIANTE da Doença Creutzfeldt-Jakob, vCJD.



     No Reino Unido, CONCOMITANTEMENTE à evolução da EPIDEMIA de EEB, foram diagnosticadas TSE em outras ESPÉCIES de ANIMAIS, ao final da década de 80 e início da de 90.
     Gatos domésticos apresentaram a Encefalopatia Espongiforme Felina (FSE).
     Felinos (pumas e chitas) e ruminantes selvagens (élande, kudu, niala, órix, gazela, entre outras espécies de antílopes) mantidos em zoológicos britânicos, também apresentaram TSE.
     Os estudos mostraram que a ingestão de ração contendo FARINHA de CARNE e OSSOS era o fator comum ao surgimento dessas doenças.  
     Diferentemente do scrapie, a EEB tinha quebrado a barreira interespecífica entre bovinos e muitas espécies animais diferentes. Isto implicava que pudesse fazer o mesmo em relação à espécie humana.
     Foi exatamente esta possibilidade que levou o governo britânico a proibir, já em NOVEMBRO de 1989, o uso de alguns ÓRGÃOS e VÍSCERAS específicas ("Specified Bovine Offals", abreviadamente SBO), para uso na alimentação humana.
     A utilização de cérebro, medula espinhal, intestinos, baço, gânglios linfáticos e globos oculares foi proibida na produção de embutidos e produtos para a ALIMENTAÇÃO humana ou como insumos na fabricação de MEDICAMENTOS (como hormônios).
     Presumia-se que estes órgãos, como no caso do scrapie, contivessem grande quantidade do agente da EEB (mesmo reconhecendo-se que o scrapie não era uma zoonose).
     Mesmo com esta proibição, em MARÇO de 1996, cerca de 8 anos após o início da EPIDEMIA em bovinos ter se iniciado, foi identificada uma nova forma de Doença de Creutzfeldt-Jakob, em seres humanos.
     Essa nova forma foi chamada de Nova Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (abreviadamente vCJD).
     Estudos de tipificação em raças endogâmicas de camundongos mostraram que os padrões de lesões cerebrais e de PERÍODO de INCUBAÇÃO eram semelhantes aos da EEB, sugerindo forte ligação causa-efeito entre a ingestão de produtos bovinos contaminados com o agente da BSE e o desenvolvimento da vCJD em pessoas.
     Os pesquisadores estão divididos quanto ao número de casos futuros da EPIDEMIA de vCJD.
     Alguns cientistas, trabalhando com modelagem matemática, pensam que milhares de casos de vCJD (até 130 mil até o final da EPIDEMIA) ainda poderão ocorrer porque, as TSE têm caracteristicamente longos PERÍODOS de INCUBAÇÃO e OS SERES HUMANOS VIDA MUITO LONGA.


Observações do escriba


     1ª – Vida muita longa tem as tartarugas, embora caminhem devagar.

     2ª – Vida muito longa tem as árvores, embora os homens continuem a derrubar.

     3ª – Vida muito longa tem as pessoas que fazem a AUTO-HEMOTERAPIA, embora a CIÊNCIA insista em negar.

     4ª – Vida muita curta tem os corredores da chamada Fórmula 1, que a mídia insiste em divulgar.

     5ª – Vida muita curta tem as pessoas que assistem a chamada Fórmula 1, pois continuam a se alienar.

      
    
     Outros pesquisadores, também baseados em modelos matemáticos, pensam que não mais que 500 casos deverão ser registrados ao total.
     Felizmente, no momento, parece que os últimos estão corretos e, no final das contas, a EPIDEMIA de vCJD terá poucos casos.


     Observação do escriba: - Os próprios “cientistas” estão muito divididos quanto à uma EPIDEMIA de vCJD.




VER TAMBÉM.



• PRÍON.
• Kuru.
• LENTIVÍRUS.
• Encefalite equina do leste.
• RAIVA (doença).
• DOENÇA INFECCIOSA do SISTEMA NERVOSO.




Categorias:
• DOENÇAS NEUROLÓGICAS.
• DOENÇAS PRIÔNICAS.
• Intoxicações Alimentares.
• Doenças Animais.
• DESASTRES SANITÁRIOS.


     Esta página foi editada pela última vez às 14h25min de 23 de agosto de 2017.




     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA (AHT), também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE (Ex-PAÍS do FORRÓ e futuro “PAÍS da BOMBA ATÔMICA”), localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Segunda-feira, 04 de setembro de 2017.

Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.



      Fontes: (1) – Wikipédia. (2) – OUTRAS FONTES.


jorge martins
Enviado por jorge martins em 04/09/2017
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