Jorge Martins Cardoso

 

Um eterno aprendiz



Textos

A LIBERDADE... A VONTADE... "A origem MISTERIOSA de uma doença" - (2ª parte) - TEORIA da CONSPIRAÇÃO - 61ª parte.




AUTO-HEMOTERAPIA, Dr. Fleming e sua PANACEIA*...


Artigo Extra.


TEORIA da CONSPIRAÇÃO – (61ª parte).


     AVISO INICIAL - A 3ª parte sobre a importância do estudo da MEDULA ÓSSEA para desatar o nó sobre a AUTO-HEMOTERAPIA será escrito proximamente. Tenho muita coisa para ler, tenho muito a pesquisar e tenho muito que escrever. Estamos apenas no começo da luta.
     SEGUNDO AVISO – Os textos sobre “AS BATALHAS do Dr. LUIZ MOURA” terão continuidade.
  
      
    

“A origem MISTERIOSA de uma doença” – (2ª parte).



SÍNDROME da IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (SIDA).



FLUIDOS CORPORAIS.



     “Foto: Um cartaz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de 1989 indicando o perigo da AIDS associada ao uso de drogas”.


     O SEGUNDO MODO mais frequente de transmissão do HIV é através de SANGUE e de HEMODERIVADOS.
     Pelo sangue a transmissão pode ocorrer através da partilha de seringas durante o uso de drogas injetáveis, picada de agulhas acidentais, transfusão de sangue (ou de hemoderivados) contaminado ou injeções médicas com equipamento não esterilizado.
     O risco de transmissão ao compartilhar uma seringa durante o uso de drogas é de entre 0,63 e 2,4% por ato, com uma média de 0,8%.
     O risco de contrair o HIV de uma picada de agulha a partir de uma pessoa infectada pelo vírus é estimado em 0,3% (cerca de 01 em 333) por ato e o risco por exposição a membrana ou mucosa com sangue infectado é de 0,09% (cerca de 1 em 1000 ) por ato.
     Nos Estados Unidos, usuários de drogas intravenosas responderam por 12% de todos os novos casos de HIV em 2009, e, em algumas áreas mais de 80% das pessoas que usam drogas injetáveis são portadoras do HIV.
     O HIV é transmitido em cerca de 93% das transfusões de sangue que envolvem sangue infectado.
     Nos países desenvolvidos, o risco de contrair HIV de uma transfusão de sangue é extremamente baixo (menos de um em meio milhão), visto que há uma melhor seleção de doadores e uma triagem de HIV é realizada.
     Por exemplo, no Reino Unido, o risco é relatado em um em cinco milhões.
     Nos países de baixa renda, apenas metade das transfusões são adequadamente selecionadas (em 2008) e estima-se que até 15% das infecções por HIV nestas áreas vêm de transfusão de sangue e de hemoderivados contaminados, o que representa entre 5% e 10% das infecções globais.
     O uso de equipamento médico sem esterilização desempenha um papel significativo na propagação do HIV na África subsaariana.
     Em 2007, entre 12 e 17% das infecções nesta região foram atribuídos ao uso de seringas médicas.
     A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o risco de transmissão como resultado de uma injeção médica na África seja de 1,2%.
     Riscos significativos também estão associados a procedimentos invasivos, assistência ginecológica e atendimentos odontológicos nesta área do mundo.
     Pessoas com tatuagens, piercings e escarificações estão, teoricamente, em risco de infecção, mas nenhum caso confirmado foi documentado.
     Não são possíveis mosquitos ou outros tipos de insetos transmitirem o HIV.




MÃE-FILHO.



    
     O HIV pode ser transmitido de mãe para filho durante a gravidez, durante o parto ou através do leite materno.
     ESTA É A TERCEIRA FORMA mais comum de transmissão do HIV no mundo. Na ausência de tratamento, o risco de transmissão antes ou durante o nascimento é de cerca de 20%, enquanto na amamentação é de 35%.
     Em 2008, a transmissão perinatal foi responsável por cerca de 90% dos casos de HIV em crianças.
     Com o tratamento adequado, o risco de infecção entre mãe e filho pode ser reduzido para cerca de 1%.
     O tratamento preventivo envolve a mãe iniciar a terapia antirretroviral durante a gravidez, fazer o parto através de uma cesariana, evitar a amamentação e administrar medicamentos antirretrovirais para o recém-nascido.
     Muitas destas medidas não estão, porém, disponíveis no mundo em desenvolvimento.
     Se o sangue contaminar alimentos durante a pré-mastigação, pode haver risco de transmissão.




VIROLOGIA.


     Ver artigo principal: HIV.


     “Foto: Um diagrama mostrando a estrutura do VÍRUS HIV”.



    
     O HIV é a causa da doença conhecida como AIDS/SIDA. O HIV é um RETROVÍRUS que infecta primariamente os componentes do SISTEMA IMUNOLÓGICO HUMANO, tais como as células T CD4+, MACRÓFAGOS e células dendríticas.
    

Observações do escriba:


     1ª – Finalmente os MACRÓFAGOS são mencionados em uma doença.

     2ª – Ao contrário do publicado na Wikipédia, o HIV não consegue infectar os MACRÓFAGOS.

     3ª – Os MACRÓFAGOS é quem podem destruir o HIV.  



     Ele direta e indiretamente destrói as células T CD4+. O HIV é um membro do gênero Lentivirus, parte da família Retroviridae.
     Os lentivírus compartilham muitas características morfológicas e biológicas. Muitas espécies de mamíferos são infectadas pelos lentivírus, que são tipicamente responsáveis por doenças de longa duração, com um longo período de incubação.
     Os lentivírus são transmitidos como um vírus de RNA em sentido positivo.
     Após a entrada na célula-alvo, o genoma do RNA viral é convertido em DNA de cadeia dupla através de uma transcriptase reversa codificada pelo vírus, que é transportada juntamente com o genoma viral na partícula do vírus.
     O DNA viral resultante é depois importado para o núcleo da célula e integrado ao DNA celular por uma integrase codificada pelo vírus.
     Uma vez integrado, o vírus pode tornar-se latente, permitindo que ele e sua célula hospedeira não sejam detectados pelo SISTEMA IMUNOLÓGICO.
     Alternativamente, o vírus pode ser transcrito, produzindo novos genomas de RNA e proteínas virais que são "empacotados" e liberados a partir da célula como novas partículas virais, que então começam o ciclo de replicação de novo.
     Dois tipos de HIV foram caracterizados: HIV-1 e HIV-2.
     O HIV-1 é o vírus que foi originalmente descoberto (e também inicialmente referido como LAV ou HTLV-III). É mais virulento, infeccioso, e é a causa da maior parte das infecções de HIV no mundo.
     O HIV-2 é menos infeccioso em comparação ao HIV-1, o que indica que menos pessoas serão infectadas por exposição ao HIV-2.
     Devido à sua capacidade de transmissão relativamente fraca, o HIV-2 está amplamente confinado à África ocidental.




FISIOPATOLOGIA.



    

     Depois que o vírus entra no organismo, há um período de rápida replicação viral, levando a uma grande quantidade de vírus no sangue periférico.
     Durante a infecção primária, o nível de HIV pode chegar a vários milhões de partículas de vírus por microlitro de sangue.
     Esta resposta é acompanhada por uma diminuição acentuada do número de células T CD4+ circulantes.
     A viremia aguda é quase invariavelmente associada com a ativação das células T CD8+, que matam células infectadas com HIV e, subsequentemente, com a produção de anticorpos ou de seroconversão.
     A resposta de células T CD8+ é considerada importante no controle dos níveis de vírus, que chega a um pico e depois entra em declínio, conforme as contagens de células T CD4+ se recuperarem.
     Uma boa resposta das células T CD8+ tem sido associada a uma progressão mais lenta da doença e a um prognóstico melhor, apesar de não eliminar o vírus.



     “Foto: Micrografia eletrônica de varredura de HIV-1, em cor verde, saindo de um LINFÓCITO cultivado”.


    
     Em suma, o HIV causa a AIDS ao esgotar as CÉLULAS T CD4+. Isto enfraquece o SISTEMA IMUNOLÓGICO e permite infecções oportunistas.
     AS CÉLULAS T são essenciais para a resposta IMUNOLÓGICA e, sem elas, o organismo não consegue combater infecções ou matar células cancerígenas.
     O mecanismo de depleção das T CD4+ difere nas fases aguda e crônica da doença.
     Durante a fase aguda, a lise induzida pelo HIV resulta na morte das células infectadas pela contagem de LINFÓCITOS T citotóxicos no declínio de CÉLULAS T CD4+, embora a apoptose também possa ser um fator.
     Durante a fase crônica, as consequências da ativação IMUNITÁRIA generalizada juntamente com a perda gradual da capacidade do SISTEMA IMUNOLÓGICO de gerar novas CÉLULAS T parecem representar o lento declínio do número de CÉLULAS T CD4+.
     Embora os sintomas característicos da deficiência IMUNOLÓGICA causada pela AIDS/SIDA não apareçam durante anos depois que uma pessoa está infectada, a diminuição do volume de CÉLULAS T CD4+ ocorre durante as primeiras semanas de infecção, especialmente na mucosa intestinal, que alberga a maior parte dos LINFÓCITOS encontrados no corpo.
     A razão para a perda preferencial de CÉLULAS T CD4+ em mucosas é que a maioria dessas células expressam a proteína CCR5 que o HIV utiliza como um co-receptor para ter acesso às células, ao passo que apenas uma pequena fração de CÉLULAS T CD4+ presentes no sangue fazem isso.
     Durante a infecção aguda, o HIV procura e destrói as CÉLULAS T CD4+ que expressam a CCR5.
     Eventualmente, uma resposta IMUNE vigorosa pode controlar a infecção e iniciar a fase de latência clinica. As CÉLULAS T CD4+ nos tecidos da mucosa permanecem particularmente afetadas.
     A replicação contínua do HIV provoca um estado de ativação IMUNOLÓGICA generalizada persistindo durante toda a fase crônica.
     A ativação IMUNOLÓGICA, que é refletida pelo aumento de CÉLULAS IMUNOLÓGICAS ativadas e pela liberação de citocinas pró-inflamatórias, resulta da atividade de vários produtos gênicos do HIV e da resposta IMUNE à replicação do HIV.
     Ela está também relacionada com a composição do sistema da barreira mucosa gastrointestinal causada pelo esgotamento de CÉLULAS T CD4+ nas mucosas durante a fase aguda da doença.





DIAGNÓSTICO.





     “Foto: Sede da UNAIDS em Genebra, Suíça”.


    

     O diagnóstico de AIDS em uma pessoa infectada com o HIV é baseado na presença de certos sinais ou sintomas.
     Desde 05 de junho de 1981, muitas definições têm sido desenvolvidas para a vigilância epidemiológica.
     No entanto, o estadiamento clínico dos pacientes não era um destino para esses sistemas, pois eles não são sensíveis nem específicos.
     Nos países em desenvolvimento é usado o sistema de estadiamento da Organização Mundial da Saúde para infecção pelo HIV e para a doença, através de dados clínicos e de laboratório.
     Em países desenvolvidos, o sistema de classificação do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) é usado.





CLASSIFICAÇÃO da OMS.



    
     Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) agrupou essas infecções e condições em conjunto através da introdução de um sistema de estadiamento para pacientes infectados com HIV-1.
     Uma atualização ocorreu em setembro de 2005.
     A maioria dessas condições são infecções oportunistas que são facilmente tratáveis em pessoas saudáveis.

     Estágio I: Infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como AIDS.
     Estágio II: Inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes infecções do trato respiratório superior.
     Estágio III: Inclui diarreia crônica inexplicada por mais de um mês, as infecções bacterianas e a tuberculose pulmonar.
     Estágio IV: Inclui a toxoplasmose cerebral, candidíase do esôfago, traqueia, brônquios e pulmões e o sarcoma de Kaposi. Essas doenças são indicadores da AIDS.





SISTEMA de CLASSIFICAÇÃO do CDC.



    
     Existem duas principais definições para a AIDS, ambas produzidas pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
     A velha definição é a referência para a AIDS usando doenças que eram associados a ela, como por exemplo, a linfadenopatia, condição clínica pela qual os cientistas descobridores do HIV originalmente nomearam o vírus.
     Em 1993, o CDC expandiu a sua definição para a AIDS, incluindo todas as pessoas HIV positivas com contagens de CÉLULAS T CD4 + abaixo de 200 por l de sangue ou 14% do total de LINFÓCITOS.
     A maioria dos novos casos de AIDS nos países desenvolvidos usam essa definição ou a definição pré-1993 do CDC.
     O diagnóstico de AIDS ainda está de pé, mesmo que, após o tratamento, a contagem de CÉLULAS T CD4 + sobe para acima de 200 por l de sangue ou outras doenças definidoras da AIDS são curados.





TESTE de HIV.



     Ver artigo principal: Exame de HIV.


     “Foto: Exame de HIV ELISA”.


    
    
     Muitas pessoas desconhecem que estão infectadas com o HIV. Menos de 1% da população sexualmente ativa urbana na África foi testada e esta proporção é ainda menor em populações rurais.
     Além disso, apenas 0,5% das mulheres grávidas que frequentam as unidades de saúde urbana são aconselhadas, testadas ou recebem os seus resultados.
     Mais uma vez, essa proporção é ainda menor nas unidades de saúde rurais.
     Assim, os produtos de doadores de sangue e do sangue utilizado em medicina e pesquisa médica são rastreados para o HIV. Testes de HIV são geralmente realizados no SANGUE VENOSO.
     Muitos laboratórios utilizam testes de quarta geração de triagem que detectam anticorpos anti-HIV (IgG e IgM) e do antígeno p24 do HIV.
     A detecção de anticorpos anti-HIV ou antígeno em um paciente previamente conhecido como negativo, é evidência de infecção pelo HIV.
     Indivíduos cuja primeira amostra indica evidências de infecção pelo HIV terão uma repetição do teste em uma segunda amostra de sangue para confirmar os resultados.
     O período de janela IMUNOLÓGICA (tempo entre a infecção inicial e o desenvolvimento de anticorpos detectáveis contra a infecção) pode variar, uma vez que pode levar 3-6 meses para soro conversão e teste positivo.
     A detecção do vírus usando a reação em cadeia da polimerase (PCR) durante o período de janela é possível e as evidências sugerem que uma infecção pode ser detectada mais cedo do que quando se utiliza um teste de despistagem de quarta geração de AIA.
     Os resultados positivos obtidos por PCR são confirmados por testes de anticorpos.
     Testes de HIV rotineiramente utilizados para a infecção em recém-nascidos e lactentes (isto é, pacientes com menos de 02 anos), nascidos de mães HIV-positivos, não têm valor por causa da presença de anticorpos maternos para o HIV no sangue da criança.
     A infecção pelo HIV só pode ser diagnosticada por PCR, o teste para HIV DNA pró-viral em LINFÓCITOS de crianças.




PREVENÇÃO.


CONTATO SEXUAL.




     “Foto: O preservativo é o método mais eficaz de prevenção contra o HIV/AIDS e outras DSTs”.



     O uso de preservativos reduz o risco de transmissão de HIV em cerca de 80% a longo prazo.
     Quando os preservativos são utilizados de forma consistente por um casal em que uma das pessoas está infectada, a taxa de contaminação por HIV é inferior a 1% por ano.
     Há algumas evidências que sugerem que o preservativo feminino pode oferecer um nível de proteção equivalente.
     A aplicação de um gel vaginal contendo tenofovir (um inibidor da transcriptase reversa) imediatamente antes do sexo reduziu as taxas de infecção em aproximadamente 40% entre as mulheres africanas.
     Por outro lado, o uso do espermicida nonoxinol-9 pode aumentar o risco de transmissão, devido à sua tendência de causar irritação vaginal e retal.
     A circuncisão na África subsaariana "reduziu a contaminação de HIV por homens heterossexuais entre 38% e 66% em 24 meses”.
     Com base nesses estudos, a Organização Mundial de Saúde e a UNAIDS recomendaram em 2007 a circuncisão como um método válido de prevenção da transmissão de HIV da mulher para o homem.
     A eficácia desse método na proteção contra a transmissão de homem para mulher ainda é contestada e os benefícios da circuncisão nos países desenvolvidos e entre homens que fazem sexo com homens ainda são indeterminados.
     Alguns especialistas temem que a menor percepção de vulnerabilidade entre homens circuncidados pode causar um comportamento sexual de maior risco, negando assim os métodos preventivos.


     “Foto: Uma clínica de prevenção da AIDS em Dharamshala, Himachal Pradesh, Índia”.


     “Foto: O Obelisco de Buenos Aires coberto por um preservativo de 67 metros durante o Dia Mundial de Combate à AIDS”.


     Programas de incentivo a abstinência sexual não parecem afetar o risco de contaminação por HIV.
     Evidências de benefícios em educação de casais também são igualmente pobres.
     No entanto, uma educação sexual abrangente, desde a escola, pode diminuir o comportamento de alto risco.
     Uma minoria significativa de jovens continua a se envolver em práticas de alto risco, apesar de saberem sobre a existência e as consequências da AIDS, subestimando seu próprio risco de se infectar com o HIV.
     Não se sabe se o tratamento de outras doenças sexualmente transmissíveis é eficaz na prevenção do HIV.




PRÉ-EXPOSIÇÃO.



     Ver artigo principal: Profilaxia pré-exposição.



    
     O tratamento de pessoas infectadas com HIV, cuja contagem de células CD4 for igual ou maior que 350 células/μL, com antirretrovirais protege 96% dos seus parceiros sexuais contra a infecção.
     Trata-se de uma redução de 10 a 20 vezes no risco de transmissão.
     A profilaxia pré-exposição com uma dose diária de tenofovir, com ou sem emtricitabina, é eficaz em uma série de grupos, incluindo homens que fazem sexo com homens, casais heterossexuais em que um dos membros está infectado pelo HIV e jovens africanos.
     Ela também pode ser eficaz em usuários de drogas injetáveis, sendo que um estudo determinou uma diminuição no risco entre 0,7 e 0,4 por 100 pessoas ao ano.
     Algumas precauções universais dentro do ambiente de assistência de saúde são consideradas eficazes na redução do risco de contaminação por HIV.
     O uso de drogas injetáveis é um importante fator de risco e estratégias de redução de danos, como programas de troca de agulhas e de terapia de substituição de opiáceos, parecem ser eficazes em diminuir este risco.




PÓS-EXPOSIÇÃO.



    
     A administração de antirretrovirais dentro de 48 a 72 horas após a exposição ao sangue ou secreções genitais de uma pessoa infectada pelo HIV é o período referido como profilaxia pós-exposição (PPE).
     A utilização de um único antirretroviral, a zidovudina, reduz o risco de uma infecção por HIV em cinco vezes após um ferimento por picada de agulha.
     Em 2013, o regime de prevenção recomendado nos Estados Unidos consistia em três medicamentos: tenofovir, emtricitabina e raltegravir, alcançando uma redução ainda maior do risco.
     O tratamento PPE é recomendado após uma agressão sexual quando se sabe que o agressor seja HIV positivo, mas é controverso quando o seu estado sorológico é desconhecido.
     Geralmente, a duração do esquema profilático é de quatro semanas e é frequentemente associado com efeitos colaterais quando a zidovudina é usada.
     Cerca de 70% dos casos resultam em sintomas adversos, como náuseas (24%), fadiga (22%), angústia emocional (13%) e dores de cabeça (9%).




MÃE-FILHO.



    
     Programas de prevenção da infecção perinatal pelo HIV (de mãe para filho) podem reduzir as taxas de transmissão de 92 a 99%.
     A prevenção é principalmente usar uma combinação de medicamentos antivirais durante a gravidez e após o nascimento do bebê, além de usar mamadeiras ao invés de amamentar a criança.
     Se a substituição da alimentação é aceitável, factível, acessível, sustentável e segura, as mães devem evitar amamentar seus bebês.
     A amamentação exclusiva, porém é recomendada durante os primeiros meses de vida, se este não for o caso.
     Se a amamentação exclusiva é realizada, o fornecimento de profilaxia antirretroviral prolongada ao lactente diminui o risco de transmissão do vírus.





VACINAÇÃO e CURA.



    
     Em 2012 ainda não existia uma VACINA eficaz para o HIV/AIDS.
     Um único teste da VACINA RV 144, publicado em 2009, encontrou uma redução parcial do risco de transmissão de cerca de 30%, estimulando alguma esperança na comunidade científica que pesquisa o desenvolvimento de uma VACINA realmente eficaz.
     Mais estudos da VACINA RV 144 estão em andamento.
    



Observações do escriba:


     1ª – Na década de 30 do século passado (século XX) ninguém conhecia a AIDS no MUNDO. No entanto, em Nova York, um médico cirurgião já fazia a AUTO-HEMOTERAPIA em seus pacientes para evitar INFECÇÕES.


     2ª – Na década de 30 do século passado (século XX) ninguém conhecia a AIDS no BRASIL. No entanto, no Rio de Janeiro, o médico OLÍVIO MARTINS já fazia uso da VACINA do SANGUE em seus pacientes, uma espécie de AUTO-HEMOTERAPIA modificada laboratorialmente, que melhorava o SISTEMA de DEFESA do ORGANISMO.


     3ª – Nas décadas de 30 e 40 do século passado (século XX) ninguém conhecia a AIDS no BRASIL. No entanto, o médico cirurgião Dr. Jesse Teixeira, fez experiências laboratoriais em coelhos, e também em seres humanos, provando que a AUTO-HEMOTERAPIA, ativava o SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL, que por sua vez estimulava a MEDULA ÓSSEA a produzir maior número de MACRÓFAGOS em todo o TECIDO CONJUNTIVO FROUXO do organismo, e, com isto, evitava INFECÇÕES.


     4ª – Na década de 40 do século passado (século XX), ninguém conhecia a AIDS no Brasil. No entanto, o pai do Dr. LUIZ MOURA e o próprio Dr. LUIZ MOURA, faziam a AUTO-HENOTERAPIA em seus pacientes, para aumentar o número de MACRÓFAGOS, e, com isto, evitavam INFECÇÕES.    

    
     5ª – Na década de 70 do século passado (século XX), ninguém conhecia a AIDS no Brasil. No entanto, o Dr. RICARDO VERONESI, através de seu trabalho científico - IMUNOTERAPIA: O IMPACTO MÉDICO DO SÉCULO – já alertava a comunidade médica brasileira, da importância da estimulação do SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL, no sentido de combater várias patologias, inclusive as DOENÇAS INFECCIOSAS.



     Em 2007, Médicos de uma Clínica na Alemanha conseguiram CURAR um paciente com AIDS/SIDA e LEUCEMIA.
     Os Médicos escolheram um doador que tivesse uma mutação no seu DNA capaz de defender o SISTEMA IMUNOLÓGICO contra o HIV.
     Após isso, fizeram o TRANSPLANTE de MEDULA ÓSSEA no portador de SIDA e LEUCEMIA.
     A surpresa veio ao fazer novos testes, quando se descobriu que o VÍRUS HIV tinha SUMIDO do ORGANISMO do PACIENTE.
     Atualmente O PACIENTE já está HÁ MAIS DE DOIS ANOS sem o VÍRUS HIV e sem a LEUCEMIA. Contudo, a doença ainda pode estar escondida em seu corpo.
     O Médico que realizou a operação, no entanto, quis "minimizar falsas esperanças" geradas pelo sucesso da operação, que já foi retratada nas principais revistas especializadas, já que ele foi obtido em um caso "muito específico" e durante o tratamento de outra doença grave.
     Espera-se que este caso abra caminho para curar outros infectados.
     Em 2011, o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC - sigla em espanhol) anunciou ter criado uma VACINA que foi capaz de criar uma resposta IMUNOLÓGICA contra o VÍRUS HIV em 90% dos voluntários, mantendo seu efeito após um ano em 85% deles.





TRATAMENTO.



    

     Não existe atualmente nenhuma VACINA disponível para o HIV ou um tratamento que CURE o HIV/AIDS.
     Os únicos métodos conhecidos de prevenção baseiam-se em evitar a exposição ao vírus ou, na falta disto, um tratamento antirretroviral diretamente após a exposição, chamado profilaxia pós-exposição (PEP).
     A PEP tem um calendário muito exigente de quatro semanas de dosagem, além de também ter efeitos secundários muito desagradáveis, como diarreia, mal estar, náuseas e fadiga.  
     Em 2010 havia mais de 6,6 milhões de pessoas que mantinham esse tipo de tratamento em países de baixa e média renda.





ANTIRRETROVIRAL.


     Ver artigo principal: Antirretroviral.


     “Foto: Abacavir – um análogo nucleosídeo inibidor da transcriptase reversa (NRTIs ou NARTI)”.



     As opções de terapias antirretrovirais atuais são combinações (ou "coquetéis") que são compostas por pelo menos três medicamentos pertencentes a, no mínimo, dois tipos (ou "classes") de agentes antirretrovirais diferentes.
     Inicialmente, o tratamento é dado tipicamente através de um inibidor da transcriptase reversa não-nucleósido (NNRTI — sigla em inglês), além de dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleósidos (NRTI — sigla em inglês).
     Os NRTIs típicos incluem: zidovudina (AZT) ou tenofovir (TDF) e lamivudina (3TC) ou emtricitabina (FTC).
     As combinações de agentes, que incluem inibidores de protease, são usados se o regime acima perder eficácia.
     O momento de iniciar a terapia antirretroviral ainda é uma questão em debate.
     A Organização Mundial da Saúde (OMS), governos europeus e os Estados Unidos recomendam que os antirretrovirais sejam administrados em todos os adolescentes, adultos e mulheres grávidas com uma contagem de CD4 inferior a 350/μl ou aqueles com apresentação de sintomas, independentemente da contagem de CD4.
     Isto é apoiado pelo fato de que, se o tratamento for iniciado neste nível, o risco de morte é reduzido.
     Em adição, os Estados Unidos recomendam o tratamento para todas as pessoas infectadas com HIV, independentemente da contagem de CD4 ou da apresentação de sintomas, no entanto, faz esta recomendação com menos convicção para aqueles com contagens mais elevadas.
     A OMS também recomenda o tratamento para aqueles que estão co-infectados com tuberculose ou com hepatite B crônica e ativa.
     Uma vez iniciado o tratamento, recomenda-se que a administração dos medicamentos continue sem interrupções ou "pausas".
     Muitas pessoas são diagnosticadas apenas após o momento de quando o tratamento ideal deveria ter começado.
     O resultado de longo prazo esperado da terapia é uma contagem de plasma HIV-RNA abaixo das 50 cópias/μL.
     Níveis para determinar se o tratamento é eficaz são inicialmente recomendados depois de quatro semanas do seu início e, quando os níveis caem abaixo de 50 cópias/μL, são recomendados exames médicos a cada três a seis meses.
     O controle é considerado inadequado quando a taxa for maior do que 400 cópias/μL.
     Com base nestes critérios, o tratamento é eficaz em mais de 95% dos pacientes durante o primeiro ano.


     “Foto: Com o desenvolvimento da terapia antirretroviral, em 1996, a mortalidade e as infecções oportunistas foram reduzidas em mais de 72%. Já é possível viver mais de 25 anos com HIV sem apresentar nenhum sintoma ou efeito colateral”.


     Entre os benefícios da terapia antirretroviral estão a diminuição do risco de desenvolver a AIDS e a diminuição do risco de morte.
     No mundo em desenvolvimento, os antirretrovirais também melhoram a saúde física e mental do portador do vírus.
     Com o tratamento, o risco de contrair tuberculose cai em cerca de 70%.
     Entre os benefícios adicionais estão a diminuição do risco de transmissão da doença aos parceiros sexuais e uma diminuição da chance de transmissão da mãe para o filho.
     A eficácia da terapia depende, em grande parte, da manutenção correta do tratamento.
     Entre as razões para a não adesão aos antirretrovirais por portadores do HIV estão a falta de acesso a assistência médica, apoio social inadequado, doenças mentais e abuso de drogas.
     A complexidade dos regimes de tratamento (devido ao número de comprimidos e à frequência de administração) e os efeitos adversos podem reduzir a adesão dos pacientes à terapia.
     Mesmo que o custo seja uma questão importante para alguns medicamentos, 47% das pessoas que precisavam deles receberam os antirretrovirais em países de baixa e média renda em 2010.
     A taxa de adesão é semelhante em países de baixa renda e alta renda.
     Efeitos adversos específicos estão relacionados com o medicamento usado.  
     Alguns relativamente comuns incluem: lipodistrofia, dislipidemia e diabetes mellitus, especialmente com os inibidores de protease.
     Outros sintomas comuns incluem diarreia e um aumento no risco de doença cardiovascular.
     Tratamentos recomendados mais recentes estão associados com menos efeitos adversos e certos medicamentos podem estar associados com defeitos congênitos e, portanto, podem ser inadequados para mulheres que queiram ter filhos.
     As recomendações de tratamento para crianças são um pouco diferentes daquelas direcionadas aos adultos.
     No mundo em desenvolvimento, em 2010, 23% das crianças que precisavam de tratamento tinham acesso a ele.
     A OMS e os Estados Unidos recomendam o tratamento para todas as crianças com menos de 12 meses de idade.
     Para os pacientes entre um e cinco anos de idade, os Estados Unidos recomendam o tratamento para aqueles com contagens de HIV-RNA superiores a 100 000 cópias/μL.
     Naqueles com mais de cinco anos, a terapia é indicada quando a contagem de CD4 for menor que 500/μl.





INFECÇÕES OPORTUNISTAS.



    

     Medidas para prevenir infecções oportunistas são eficazes em muitas pessoas com HIV/AIDS.
     Além de melhorar a doença daquele momento, o tratamento com antirretrovirais reduz o risco de desenvolver infecções oportunistas adicionais.
     A VACINAÇÃO contra hepatite A e B é recomendada para todas as pessoas em risco de se infectarem pelo HIV.
     No entanto, a VACINA também pode ser dada após a infecção.
     A profilaxia de trimetoprim/sulfametoxazol em bebês entre quatro e seis semanas de idade e a interrupção da amamentação em crianças nascidas de mães portadoras do HIV são recomendadas em ambientes com recursos limitados.
     Também é recomendado evitar PCP quando a contagem de CD4 de uma pessoa for inferior a 200 células/uL e em quem tem ou já teve PCP.
     Pessoas com imunossupressão substancial também são aconselhadas a receber terapia profilática para toxoplasmose e meningite cryptococcus.
     Medidas preventivas adequadas reduziram a taxa dessas infecções em 50% entre 1992 e 1997.



     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA (AHT), também continua.
      PANACEIA* - UM SER SUPERIOR mandou mudar a “mensagem”.
     Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE (Ex-PAÍS do FORRÓ e futuro “PAÍS da BOMBA ATÔMICA”), localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Segunda-feira, 27 de março de 2017.

Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.


     Fontes: (1) – Wikipédia. (2) - OUTRAS FONTES.
  






jorge martins
Enviado por jorge martins em 27/03/2017
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